Ricardo Barros diz que economia será decisiva no segundo turno e defende projetos para Maringá
Ricardo Barros diz que economia será decisiva no segundo turno e defende projetos para Maringá
Deputado reeleito declarou apoio a Flávio Bolsonaro, criticou o déficit público e o STF e citou investimentos em infraestrutura, saúde e agronegócio como prioridades para Maringá e região.
O deputado federal Ricardo Barros (PP) afirmou que a situação econômica do país será um dos principais fatores para definir o resultado do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25). Reeleito para a Câmara dos Deputados, Barros declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista ao podcast do Hoje Maringá, o parlamentar avaliou que o eleitor está principalmente preocupado com a situação financeira das famílias.
“Quem está insatisfeito, vota para mudar. Quem está satisfeito, vota para continuar”, afirmou.
Na avaliação de Barros, a disputa não deve ser analisada apenas pela divisão entre direita e esquerda. “Não é direita e não é esquerda. Isso não enche o prato de ninguém”, declarou.
Déficit e juros
Entre as principais preocupações apontadas pelo deputado está o equilíbrio das contas públicas. Barros defendeu a redução do déficit e afirmou que o controle das despesas é necessário para diminuir os juros e ampliar o acesso ao crédito.
Ele também citou investimentos em infraestrutura como fundamentais para a economia.
“Quando o país é eficiente, tem infraestrutura, tem rodovia, tem ferrovia, tem bons portos, o frete é mais barato, sobra mais dinheiro no bolso do produtor.”
Prioridades para Maringá e região
Para o próximo mandato, Barros citou projetos que considera estratégicos para Maringá e municípios da região. Entre eles estão o rebaixamento da linha férrea até Sarandi, o Trem Pé Vermelho, a ampliação do aeroporto e a construção de duas novas UPAs.
O deputado também defendeu o fortalecimento do agronegócio e das cooperativas, destacando a importância de crédito, seguro agrícola, fertilizantes e políticas de apoio ao produtor.
“Nós aqui em Maringá, nós somos agro, nós somos do agronegócio”, afirmou.
Segundo Barros, uma boa safra movimenta diferentes setores da economia.
“Boa safra, bom preço, comércio vende mais, construção civil vende mais, todo mundo fatura mais.”
Reforma tributária e novos eventos
Outro ponto abordado pelo deputado foi o impacto da reforma tributária sobre Maringá. Segundo ele, a cidade precisará ampliar sua capacidade de atrair consumidores e visitantes.
“Nós temos que criar em Maringá um grande movimento de consumo na cidade”, afirmou.
Barros citou a programação de Natal, novos eventos, uma festa junina e a possibilidade de implantação de um autódromo de padrão internacional. Também destacou o potencial do polo de medicina e odontologia para atrair pacientes de outras cidades.
“Temos um compromisso com a população de Maringá que tem que se adequar à nova reforma tributária para nós não perdermos a qualidade que temos.”
Saúde e educação
Ex-ministro da Saúde, Barros defendeu que os serviços públicos sejam avaliados principalmente pelos resultados entregues à população.
“Precisamos nos preocupar com o cidadão que usa e não com o servidor que atende.”
Na educação, destacou os índices alcançados pelo Paraná e por Maringá e defendeu maior cobrança por resultados.
“A gente investe bilhões e não cobra resultado na ponta”, declarou.
Críticas ao STF
Durante a entrevista, o deputado também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que parte dos resultados eleitorais recentes representa uma reação às decisões da Corte.
“Não foram votos da direita, foram votos anti-Supremo”, afirmou.
Barros defendeu mudanças na relação entre os Poderes e afirmou que o Congresso precisa ter maior protagonismo em determinadas decisões.
Parlamentarismo
Outra posição defendida pelo deputado foi a adoção do parlamentarismo no Brasil. Para ele, o sistema permitiria maior participação dos partidos de centro na formação dos governos.
“Eu penso no parlamentarismo. A gente precisa mudar o nosso sistema de governo.”
Barros também afirmou que programas de assistência social devem continuar, mas defendeu mecanismos que permitam ao beneficiário deixar o programa quando conquistar autonomia financeira.
“Nós precisamos continuar com os programas assistenciais, porque brasileiro não pode passar fome.”
Ao falar sobre sua própria reeleição, o deputado classificou a campanha deste ano como diferente das anteriores e afirmou que a relação entre políticos e lideranças locais mudou.
“Mudou, virou uma coisa meio mercantilista, que eu não gosto, nunca foi assim”, declarou.
Para o próximo mandato, Barros afirmou que pretende manter a atuação política em defesa de projetos considerados estratégicos para Maringá, Paraná e região.
Postado em 24/10/2026 - Por: Hoje Maringá