Suspeitos de matar norte-americano em Maringá usavam dinheiro da vítima há meses
Suspeitos de matar norte-americano em Maringá usavam dinheiro da vítima há meses
Casal preso na Argentina já realizava transferências e despesas com recursos do norte-americano. Polícia investiga possível tortura e extorsão e trabalha para trazer os suspeitos ao Brasil.
A investigação sobre a morte do norte-americano Tamir Nadav, de 46 anos, encontrado morto dentro da própria residência, em Maringá, ganhou novos detalhes nesta quinta-feira (5). Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os dois suspeitos presos na Argentina já utilizavam o dinheiro da vítima havia meses. Os investigadores também apuram a possibilidade de que o crime tenha envolvido tortura e extorsão.
As informações foram apresentadas pelos delegados Adailton Ribeiro Junior e Adão Wagner Loureiro Rodrigues, durante uma entrevista coletiva realizada na Delegacia Cidadã, em Maringá. Na ocasião, foram detalhados os avanços da investigação e os procedimentos necessários para a transferência dos suspeitos ao Brasil.
Foram presos Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos. O casal foi localizado na noite de quarta-feira (4), em San Miguel de Tucumán, na Argentina, em uma operação conjunta que envolveu a Polícia Civil do Paraná, a Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos, e a Polícia Federal argentina.
Suspeitos utilizavam dinheiro da vítima
De acordo com os investigadores, Tamir já conhecia os dois suspeitos pelo menos desde julho. A análise das movimentações financeiras apontou que o casal realizava transferências bancárias e despesas utilizando recursos do norte-americano.
A polícia identificou que a vítima recebia valores provenientes do exterior, o que tornou o rastreamento financeiro mais complexo.
"Ele já tinha alguns proventos que vinham de fora, então essa parte também foi bem complicada para a gente fazer o rastreio. Mas eles vinham utilizando esse dinheiro dele há algum tempo", explicou um dos delegados.
Para aprofundar a apuração, a Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo bancário dos investigados. A medida deverá ajudar a identificar os valores movimentados, os destinos das transferências e a extensão do possível uso indevido do patrimônio da vítima.
Polícia investiga tortura e extorsão
Outro ponto que chama a atenção dos investigadores é a possibilidade de que Tamir tenha sido submetido a tortura e extorsão antes de morrer.
A hipótese faz parte das linhas de investigação e ainda depende da análise das provas reunidas pela Polícia Civil.
Os investigadores trabalham para esclarecer como ocorreu o crime, qual teria sido a participação de cada suspeito e se a motivação estaria relacionada à obtenção de dinheiro da vítima.
Prisão na Argentina
A localização dos suspeitos fora do Brasil foi resultado de uma investigação que envolveu cooperação entre autoridades brasileiras, norte-americanas e argentinas.
Com as prisões realizadas em San Miguel de Tucumán, a Polícia Civil agora trabalha nos procedimentos legais e diplomáticos necessários para que os dois sejam encaminhados ao Brasil e respondam às investigações.
O caso segue em apuração. A polícia busca esclarecer todas as circunstâncias da morte de Tamir Nadav, além de aprofundar o rastreamento financeiro para identificar o possível caminho do dinheiro utilizado pelos investigados.
Postado em 06/11/2026