O vereador Sidnei Telles (PSD), 1º vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara de Maringá, defendeu publicamente a criação de 25 cargos comissionados no Legislativo municipal, conforme projeto de lei atualmente em análise pelo Executivo. A proposta, segundo ele, deve retornar à Câmara até a próxima sexta-feira 8, prazo final para sanção ou veto do prefeito Silvio Barros (PP).
Durante entrevista, Telles justificou a iniciativa alegando que a estrutura atual da Casa é resultado de exigências feitas há cerca de 20 anos pelo Ministério Público, que na época determinou a realização de concurso público para preenchimento de cargos. “O resultado foi a efetivação de servidores com salários considerados altos. Hoje, muitos recebem R$ 20 mil, R$ 25 mil. Basta acessar o Portal da Transparência para conferir. E nós temos que responder por isso, por decisões que talvez não tenham sido as mais adequadas”, afirmou o parlamentar.
Para o vereador, a criação de cargos comissionados representa uma alternativa mais flexível e eficiente, especialmente diante da constante evolução das demandas legislativas. Ele citou a área de comunicação como exemplo: “No passado, bastava um jornalista, porque só havia um jornal na cidade. Hoje temos uma comunicação ativa, com várias emissoras, blogs… Amanhã, essa estrutura pode mudar. Por isso, os cargos de confiança são mais adaptáveis”, argumentou.
O projeto apresentado pela Mesa Diretora prevê a ampliação de funções comissionadas para áreas como assessoria, motoristas e suporte aos gabinetes parlamentares. Telles também defende que a substituição gradual de funções efetivas por comissionadas permitiria mais “dinamismo” e rotatividade na equipe.
Tramitação
A proposta aguarda a decisão do Executivo. Segundo Telles, caso o prefeito não se manifeste até o dia 8, haverá sanção tácita, ou seja, o projeto será considerado aprovado automaticamente. “Se houver veto total ou parcial, a matéria retorna à Câmara para nova análise. Mas se não houver manifestação, a Câmara é obrigada por lei a sancionar o texto e encaminhá-lo para publicação”, explicou.
Fonte: CMM
Postado em 06/08/2025