Calor e atraso das chuvas ameaçam plantio e elevam risco de prejuízos no agro
Calor e atraso das chuvas ameaçam plantio e elevam risco de prejuízos no agro
O calor extremo e a baixa umidade do ar estão preocupando produtores rurais em regiões do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Com temperaturas chegando a 40°C e a ausência de chuvas regulares, agricultores enfrentam risco de plantio tardio e possíveis prejuízos às lavouras.
Segundo o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), áreas do leste de Mato Grosso, norte de Goiás e sudoeste do Tocantins registram temperaturas entre 34°C e 40°C na segunda-feira 6, com umidade em nível de alerta laranja. A condição deve persistir até domingo 12, mantendo temperaturas elevadas em todo o Centro-Oeste.
A situação preocupa produtores que já iniciaram a safra de soja em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, o avanço do plantio segue limitado, pois muitos agricultores aguardam chuvas consistentes para evitar falhas na germinação e a necessidade de replantio.
“Até o momento, o plantio andou bem, mas não há consenso nos modelos climáticos. O americano indica pouca chuva e muito calor, enquanto o europeu prevê mais precipitações”, explica Eduardo Vanin, analista da Agrinvest.
Plantio tardio preocupa
A expectativa é que as chuvas mais regulares só cheguem na segunda quinzena de outubro, atrasando ainda mais o calendário da soja e aumentando o risco de plantio fora da janela ideal, o que pode comprometer a produtividade e impactar a safra seguinte de milho.
“Para quem não tem irrigação, a alta variação de temperatura pode trazer prejuízos significativos. Quem plantar agora precisa redobrar os cuidados com o manejo para evitar perdas”, alerta Rogério Coimbra, professor da UFMT-Sinop.
🌡️ Pontos de alerta:
Temperaturas de até 40°C e baixa umidade no Centro-Oeste;
Plantio atrasado em áreas dependentes de chuva;
Risco de replantio e prejuízos à soja e ao milho safrinha;
Chuvas generalizadas previstas só para meados de outubro.
Essa combinação de calor extremo e atraso nas chuvas gera insegurança para os produtores, que podem enfrentar redução na produtividade e aumento nos custos com replantio e manejo emergencial.
Por Agrinvest - Postado em 06/10/2025