Comissão cobra correções na iluminação pública
Comissão cobra correções na iluminação pública
A Comissão Especial de Estudos da Parceria Público-Privada (PPP) da Iluminação Pública apresentou, nesta quarta-feira (19), o relatório final sobre o andamento do contrato firmado entre a empresa Luz de Maringá S.A. e a Prefeitura. O documento, encaminhado ao Executivo, traz um diagnóstico completo da situação e recomendações para corrigir falhas consideradas estruturais no modelo atual de execução e fiscalização.
O presidente da comissão, vereador Flávio Mantovani, destacou o trabalho técnico realizado pelos servidores e afirmou que o material oferece base jurídica para que a Prefeitura tome as medidas cabíveis. Também integram a comissão os vereadores Sidnei Telles (relator), Willian Gentil, Luiz Neto e Guilherme Machado.
Principais falhas apontadas no relatório
🔧 Falhas no detalhamento técnico do contrato
A comissão identificou que os cadernos de encargos carecem de especificações claras, dificultando a fiscalização e a cobrança de padrões de qualidade da concessionária.
⏱️ Acúmulo de protocolos e atrasos no atendimento
A Luz de Maringá descumpriu o prazo contratual de 48 horas para manutenção corretiva e registrou protocolos como concluídos sem execução real dos serviços — o que resultou em insatisfação dos contribuintes.
💡 Falta de padronização nas instalações
Em várias vias, foram encontradas luminárias de diferentes modelos e potências, o que viola o plano de modernização e compromete a uniformidade técnica prevista no contrato.
📊 Divergência nos índices de modernização
Enquanto a concessionária afirma ter alcançado cerca de 46% de modernização, o Poder Concedente estima 27%, indicando possível contabilização indevida de serviços de manutenção como modernização.
📶 Telegestão atrasada
Até abril de 2025, nenhum ponto de iluminação operava em regime de telegestão, mesmo sendo obrigatório na Fase II da modernização. Somente com a entrega do Marco 1 o sistema passou a operar parcialmente.
📉 Falhas da Agência de Regulação (AMR)
A AMR não realizava acompanhamento contínuo do contrato antes da abertura da comissão, prejudicando a identificação de falhas e atrasos.
⚠️ Suspeita de conflito de interesses do Verificador Independente
A comissão identificou que o Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC) mantém relações com empresas do mesmo grupo da concessionária em outros municípios, levantando dúvidas sobre sua imparcialidade.
Medidas recomendadas pela Comissão
Entre as ações propostas, destacam-se:
1. Fortalecimento da AMR
Fiscalização mais técnica, relatórios trimestrais e acompanhamento paralelo ao verificador independente.
2. Apuração da conduta do Verificador Independente
Abertura de processo administrativo
Suspensão temporária dos prazos contratuais
Substituição do verificador caso se confirmem irregularidades
3. Revisão das cláusulas contratuais
Especialmente sobre mensuração de desempenho, padronização das luminárias e transparência das medições.
4. Identificação física dos pontos de iluminação
A medida aumentaria rastreabilidade, controle de manutenção e auditoria pública.
5. Melhoria no sistema de manutenção
Cumprimento rigoroso dos prazos e auditoria dos chamados.
6. Padronização imediata das instalações
Somente serão considerados pontos modernizados aqueles que seguirem integralmente o projeto aprovado.
7. Criação de um Comitê Permanente da PPP
Para acompanhar execução, sugerir ajustes e analisar pedidos de reequilíbrio financeiro.
8. Planejamento do uso da economia gerada
Os mais de R$ 14 milhões liberados após atualização da legislação tributária devem ser investidos em iluminação, monitoramento urbano, parques, praças e projetos de cidade inteligente.
Por CMM - Postado em 21/11/2025