Prefeitura inicia fiscalização ambiental em lava a jatos de Maringá
Prefeitura inicia fiscalização ambiental em lava a jatos de Maringá
A Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), iniciou nesta terça-feira (11) uma ampla fiscalização ambiental em lava a jatos da cidade. A ação, realizada em parceria com a Sanepar e a Agência Maringaense de Regulação (AMR), tem caráter educativo e preventivo, com o objetivo de orientar os proprietários sobre a importância da regularização ambiental e o cumprimento das normas legais que garantem a preservação dos recursos hídricos.
Atualmente, Maringá possui 777 lava a jatos cadastrados, todos eles incluídos no cronograma de vistorias que seguirão nas próximas semanas. Só no primeiro dia de operação, 27 estabelecimentos foram fiscalizados. Desses, 13 não desenvolvem mais a atividade informada no alvará e 4 operam com outro tipo de negócio no local. Dos 10 lava a jatos efetivamente em funcionamento, apenas um estava completamente regularizado, com alvará, carta de anuência da Sanepar e licenciamento ambiental.
Os demais nove empreendimentos foram notificados para se adequarem às exigências legais e iniciar o processo de licenciamento.
“Nosso objetivo não é punir, mas orientar. O setor de lava a jato é importante para a economia local, e queremos que continue crescendo, mas dentro da legalidade e sem causar impactos ambientais”, destacou o diretor-presidente do IAM, José Roberto Behrend.
Segundo ele, o acompanhamento técnico é essencial para garantir que o uso intensivo de água e a geração de efluentes com resíduos, óleos e graxas não causem poluição aos corpos d’água.
A gerente de Fiscalização Ambiental do IAM, Mikaella Favaram Zanelatto, reforçou que as equipes estão verificando desde a documentação e licenças até as estruturas físicas de tratamento e destinação de resíduos.
“Verificamos se o local possui caixas separadoras de água e óleo, se o esgoto está ligado corretamente à rede pública e se há uso racional da água. A ideia é orientar para que todos operem de forma ambientalmente adequada”, explicou.
Já o agente técnico da Sanepar, Valdir Martinelli, ressaltou que a carta de anuência da companhia é fundamental para o licenciamento ambiental.
“Avaliamos se há ligação correta de esgoto, se o sistema de separação de resíduos funciona e se os efluentes não apresentam excesso de óleo ou metais pesados”, detalhou.
As fiscalizações continuarão no dia 18 de novembro e se tornarão rotina permanente na cidade, com o objetivo de garantir que todas as atividades do setor sigam padrões de sustentabilidade, contribuindo para uma Maringá mais limpa e ambientalmente responsável.
Por PMM - Postado em 12/11/2025