Pr realiza 378 reconstruções mamárias pelo SUS em pacientes pós-mastectomia
Pr realiza 378 reconstruções mamárias pelo SUS em pacientes pós-mastectomia
Entre junho de 2023 e julho de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 378 cirurgias de reconstrução mamária no Paraná em pacientes que passaram por mastectomia total devido ao câncer de mama. O estado conta com 20 hospitais habilitados na Alta Complexidade em Oncologia para realizar o procedimento, atendendo as quatro macrorregiões de saúde.
A reconstrução pode ser feita simultaneamente à retirada da glândula mamária ou em momento posterior, de acordo com a avaliação da equipe médica responsável pelo acompanhamento da paciente.
História de superação
Beatriz Correa dos Santos de Souza, 45 anos, descobriu o câncer de mama quando tinha 37. Ela vive com uma família que a adotou, mas mantinha vínculo com a família biológica. A mãe e as cinco irmãs biológicas tiveram câncer de mama e faleceram em razão da doença. Em 2018, ao ser alertada por uma das irmãs, ela optou por refazer a mamografia, quando foi constatado um nódulo.
A partir daí foram momentos de angústia, mas o tratamento seguiu rapidamente. Fez quimioterapia oral por um ano e meio e em 18 meses após o início do tratamento realizou a mastectomia. Na sequência, em atendimento pelo plano de saúde, realizou a cirurgia de reconstrução mamária.
No final de 2024, a prótese se rompeu. Com muita dor, procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento, quando foi encaminhada para atendimento hospitalar. Realizou consultas e exames. Em outubro deste ano, ela recebeu a indicação para uma nova cirurgia que está agendada para o dia 6 de novembro pelo SUS.
“Para a mulher que tem câncer, que vem desse histórico, a reconstrução mamária é primordial, porque muitas mulheres não aceitam, muitas têm vergonha de não ter os seios. E o SUS, ele acolhe a gente e fornece a cirurgia. Agora que tenho que fazer a troca da prótese que estourou, estou sendo muito bem atendida e assistida pelo SUS”, disse Beatriz.
Dançar é uma das atividades que a Eliane Maria Saldanha Maciel, de 54 anos, adora fazer e que foi brevemente interrompida após descobrir o câncer de mama em janeiro de 2019.
Moradora da cidade de Almirante Tamandaré, ela relata que o atendimento e o tratamento foram rápidos. Eliane foi inicialmente atendida em uma UPA de Curitiba, que fez o encaminhamento da documentação para a Secretaria da Saúde e deu sequência ao processo. Em poucos meses ela realizou a cirurgia para a retirada da mama e a implantação de um expansor. Com a pandemia da Covid-19, a cirurgia de reconstrução mamária teve que ser adiada, mas foi realizada dois anos depois.
“Foi tudo realizado pelo SUS. Hoje levo uma vida normal com a prótese, que me permitiu dar continuada às coisas que eu gosto, como dançar. A prótese me permitiu isso: a volta da autoestima, poder levar uma vida normal e ter qualidade de vida após o tratamento”, declarou Eliane.
Como fazer
O processo começa com a consulta médica na Unidade Básica de Saúde (UBS), exceto para aquelas mulheres que estão vinculadas aos hospitais onde já fizeram a mastectomia.
Na unidade, será analisado o caso e iniciados os procedimentos de autorização em uma instituição de saúde credenciada pelo SUS. Em caso de dúvidas ou para mais informações, é necessário procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa.
Por AEN - Postado em 30/10/2025