Vereadores de Mandaguaçu repudiam fala da primeira-dama em sessão acalorada
Vereadores de Mandaguaçu repudiam fala da primeira-dama em sessão acalorada
A sessão da Câmara Municipal de Mandaguaçu, realizada na noite de segunda-feira 4, foi marcada por forte indignação dos vereadores após o vazamento de áudios da primeira-dama Luciana Nó Mendes e do secretário de Assistência Social, Márcio Castilho dos Santos. As declarações, que viralizaram em grupos de mensagens, geraram reação imediata da maioria dos parlamentares, que exigiram a exoneração do secretário e cobraram providências do prefeito Beto Dentista.
A principal crítica foi direcionada a uma fala atribuída à primeira-dama, que se refere a uma funcionária como “neguinha”, gerando revolta e acusações de racismo. O vereador Professor Mário (União) declarou que recebeu muitos votos por ser um homem negro e afirmou que a fala da primeira-dama foi, sim, um ato de racismo. Já o vereador Marieldo do Amorim (PDT) também repudiou o episódio, dizendo que não aceitaria vitimismo, mas que, como homem negro, exigia medidas duras contra esse tipo de comportamento.
A vereadora Karina Grossi (PSDB) usou sua fala para pedir desculpas públicas à funcionária chamada de neguinha pela primeira dama e mandou um recado direto à esposa do prefeito: “Tome vergonha na cara, porque essa atitude, dinheiro nenhum compra”, afirmou. A postura de Karina foi aplaudida pela população .
O vereador Fabrício Martelosso aconselhou o prefeito a conversar com a primeira-dama e pedir que ela o deixe governar: “Ela precisa deixar o gestor trabalhar”, disse. Martelosso também sugeriu que a Câmara faça uma nota de repúdio formal contra as declarações.
A sessão refletiu um momento de ruptura na base de apoio do Executivo municipal. Parlamentares que antes eram próximos da gestão agora se posicionam com firmeza contra os recentes acontecimentos, evidenciando um cenário de crise política.
Até o momento, nem o prefeito Beto Dentista, nem a primeira-dama Luciana Nó Mendes se manifestaram publicamente na Câmara. A expectativa é de que haja repercussões nos próximos dias, com possibilidade de ações legais e intensificação da pressão popular.
Postado em 05/08/2025