Proposta amplia proteção a crianças e adolescentes
Proposta amplia proteção a crianças e adolescentes
O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) voltou a destacar nas redes sociais a importância do Projeto de Lei nº 4.749/2016, que trata da criminalização da omissão em casos de violência física ou sexual contra crianças e adolescentes. O parlamentar defende que a medida é um passo decisivo para interromper ciclos de abuso e responsabilizar quem deixa de denunciar situações suspeitas.
O que diz a proposta
O PL altera o Código Penal para prever punição a profissionais e pessoas próximas que, mesmo sabendo ou suspeitando de violência contra crianças e adolescentes, não comunicam o caso às autoridades, como Conselho Tutelar, Polícia Civil ou Militar.
A regra se aplica principalmente a:
Profissionais de saúde e educação
Responsáveis por escolas, hospitais e instituições
Autoridades religiosas
Familiares e pessoas próximas
Segundo Ricardo Barros, o foco da proposta é fechar as brechas que permitem que abusos continuem ocorrendo dentro de ambientes familiares, comunitários ou institucionais — muitas vezes mantidos em sigilo por medo, pressão ou complacência.
Por que a omissão vira crime
Para o deputado, a criminalização da omissão fortalece três pilares:
1. Proteção imediata
Garante que qualquer suspeita seja comunicada rapidamente, rompendo o ciclo de violência e dando chance para intervenção das autoridades.
2. Segurança jurídica
Define com clareza quem tem obrigação de denunciar e quais as consequências do silêncio, eliminando interpretações subjetivas.
3. Legalidade e respeito à Constituição
Ricardo Barros reforça que o texto busca endurecer a lei sem violar direitos fundamentais, garantindo que todo o processo siga os princípios constitucionais.
Tramitação e papel do deputado
Embora o projeto tenha sido apresentado em 2016 por outros parlamentares, Ricardo Barros atua como relator e principal articulador da versão que avança na Câmara. Na prática, o relator tem poder para apresentar um substitutivo, reescrever trechos e incorporar emendas — assumindo a liderança política da proposta.
O debate agora se concentra em ajustar as especificidades, especialmente pontos sensíveis como a inclusão de líderes religiosos, tema que envolve o sigilo religioso e deve gerar discussões nas comissões da Câmara.
Objetivo final: ampliar proteção à infância
A proposta tem como finalidade criar um escudo legal mais forte para crianças e adolescentes brasileiros, responsabilizando não apenas quem comete a violência, mas também quem se cala diante dela.
Postado em 13/11/2025