A aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, gerou tensão inédita no Judiciário brasileiro e é vista por especialistas como ataque à soberania nacional. A medida inclui sanções econômicas, proibição de entrada no país e anúncio de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, associada ao julgamento de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de 2022.
O governo americano acusa Moraes de autorizar detenções arbitrárias e restringir a liberdade de expressão. O STF reagiu com nota de apoio, reafirmando sua independência, mas a recente prisão domiciliar de Bolsonaro decretada por Moraes intensificou críticas e pedidos de impeachment, inclusive dentro da corte.
Especialistas apontam que a sanção vai além de um ato contra Moraes, atingindo o próprio Judiciário e instituições como PGR e Polícia Federal. Lideranças do Congresso e o presidente Lula classificaram a ação como inaceitável interferência estrangeira.
Postado em 11/08/2025