Moro adianta voto contra Messias após ser afastado da CCJ do Senado em “manobra” do PT
Moro adianta voto contra Messias após ser afastado da CCJ do Senado em “manobra” do PT
O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou nesta segunda-feira (27) que votará contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo ele, a mudança foi resultado de uma articulação política ligada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declaração, Moro classificou a substituição como uma “manobra lamentável” e disse que a medida demonstra insegurança do governo quanto à aprovação do nome indicado para a Suprema Corte.
“O governo Lula não tem certeza da aprovação do ministro Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal. Só isso explica a manobra imoral que adotaram hoje. Eu, membro da CCJ, fui surpreendido com a notícia, sem ter sido consultado, da minha substituição. Eu ocupava uma vaga do União Brasil, e a liderança do bloco, do MDB, me substituiu pelo senador Renan Filho. Tudo bem, é do jogo político, mas reflete a incerteza e a insegurança do governo”, afirmou.
Em vídeo postado nas redes sociais, Moro antecipou seu posicionamento sobre a indicação de Messias na votação no Senado:
“Nessa circunstância, sou obrigado a adiantar que o meu voto será contra. O governo teme uma sabatina transparente, na qual os membros da oposição possam fazer as perguntas pertinentes ao ministro Jorge Messias.”, declarou Moro.
A CCJ é o colegiado responsável por analisar indicações ao STF antes da votação em plenário, etapa decisiva para a confirmação do nome escolhido pelo presidente da República.
Outra manobra
O episódio ocorre em meio a outras alterações recentes na composição de comissões no Senado. No último dia 14 de abril, durante a reta final da CPI do Crime Organizado, a formação do colegiado também foi modificada poucas horas antes da votação do relatório.
Na ocasião, o senador Sergio Moro e o senador Marcos do Val foram retirados da comissão pelo bloco Democracia, formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil, também em uma manobra do governo do PT. Ambos eram considerados votos favoráveis ao relatório apresentado por Alessandro Vieira, que propunha o indiciamento de autoridades como os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Postado em 27/04/2026 - Por Assessoria