Operação do Gaeco mira grupo de “piratas do asfalto” que atacava ônibus de turismo no Paraná
Operação do Gaeco mira grupo de “piratas do asfalto” que atacava ônibus de turismo no Paraná
O Núcleo de Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá deflagrou, na manhã desta segunda-feira (18), a Operação Ponto Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em assaltos violentos a ônibus de turismo nas rodovias paranaenses.
Conhecido como grupo dos “piratas do asfalto”, o esquema criminoso atuava com ações planejadas e utilizava falsa abordagem policial para interceptar veículos de viagem.
Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados judiciais, sendo:
cinco mandados de busca e apreensão domiciliar;
quatro mandados de busca pessoal;
três ordens de apreensão de veículos utilizados pela quadrilha;
duas prisões temporárias contra apontados como líderes do grupo.
As ordens foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Jandaia do Sul e cumpridas com apoio da Polícia Militar do Paraná, incluindo equipes da Tropa de Choque, Batalhão de Polícia Rodoviária e Diretoria de Inteligência.
Passageiros ficaram reféns durante assalto
As investigações começaram após um roubo registrado na noite de 8 de março deste ano, na rodovia PR-444, em Arapongas.
Segundo o Gaeco, cerca de 40 passageiros de um ônibus de turismo que retornava de compras em Foz do Iguaçu e da Argentina foram surpreendidos por criminosos armados que simulavam uma abordagem policial.
Os assaltantes invadiram o coletivo e mantiveram as vítimas sob ameaça por aproximadamente três horas. O motorista foi obrigado a seguir até uma área rural de Bom Sucesso, onde bagagens e pertences pessoais dos passageiros foram roubados.
De acordo com as investigações, os criminosos demonstraram alto grau de organização ao espalharem pó de extintor de incêndio dentro do ônibus para eliminar vestígios genéticos e impressões digitais antes da fuga.
Quadrilha usava comboio e monitorava ônibus por quilômetros
As apurações apontam que o grupo utilizava uma estrutura logística sofisticada, com veículos divididos em funções específicas de escolta, vigilância e monitoramento dos alvos.
Os suspeitos acompanhavam ônibus de turismo por centenas de quilômetros até identificarem o melhor local para realizar os ataques.
A investigação contou também com apoio da Polícia Civil do Paraná, por meio da delegacia de Jandaia do Sul.
O material apreendido durante a operação será analisado e poderá auxiliar na identificação de outros integrantes da organização criminosa e na ligação do grupo com outros roubos registrados nas rodovias do Paraná.
Postado em 18/05/2026