Brasil exportou 14% mais milho por dia em março/26 do que o registrado em março/25
Brasil exportou 14% mais milho por dia em março/26 do que o registrado em março/25
Apesar do bom resultado, mercado segue apreensivo e de olho no Irã
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou o reporte para as exportações em março de 2026, apontando que o Brasil exportou 784.176,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) até aqui no mês. Este volume já representa 90% ante as 871.297,9 toneladas embarcadas em todo março de 2025.
A média diária exportada nesses 15 dias úteis do mês foi de 52.278,4 toneladas, representando crescimento de 14% frente as 45.857,8 toneladas por dia útil registradas no ano passado.
No faturamento, o Brasil arrecadou US$ 178,114 milhões no acumulado parcial, contra US$ 209,332 milhões em todo o mês de março de 2025. A média diária de receita cresceu 7,8%, saindo de US$ 11,017 milhões para US$ 11,874 milhões por dia útil.
Já o preço pago por tonelada caiu 5,5% ficando em US$ 227,10 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.
Apesar do resultado ainda estar a frente do registrado no mesmo período de 2025, existem preocupações sobre a capacidade do Brasil manter esse fluxo de exportações aquecido ao longo do ano, principalmente diante dos conflitos envolvendo o Irã, que foi o principal comprador de milho brasileiro no ano passado.
“O nosso mercado interno ainda continua sendo o nosso principal mercado, nosso principal demandante. Quando a gente olha para exportações, a gente tem um pouco mais de receio do que pode vir a acontecer, um pouco mais de atenção para onde vai ser esse escoamento e possivelmente a gente tenha que procurar novos parceiros, como principalmente Norte da África. A gente sabe que o Egito e o Marrocos são importantes parceiros comerciais para o milho brasileiro. Então é entender um pouco mais de como pode ser essa dinâmica. A gente também tem alguns países na Ásia, como Japão, Coreia do Sul, mas que também compram bastante milho dos Estados Unidos. Então, precisa entender de onde vai vir essa competitividade melhor”, pontua Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Por Noticias Agricolas - Postados em 23/03/2026