Tribunal de Contas investiga gastos milionários com horas extras em Maringá
Tribunal de Contas investiga gastos milionários com horas extras em Maringá
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou que a Prefeitura de Maringá apresente esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no pagamento de horas extras a servidores municipais. A decisão foi publicada em acórdão no Diário Eletrônico do órgão no dia 13 de fevereiro.
Após a notificação oficial, o município terá prazo de cinco dias úteis para apresentar manifestação formal sobre o caso.
Denúncia aponta gastos elevados
A investigação teve início após denúncia apresentada em janeiro pelo vereador Daniel Malvezzi (Novo). Segundo levantamento baseado em dados do Portal da Transparência, o município teria gasto mais de R$ 34 milhões com horas extras apenas em 2025.
Um relatório anterior, divulgado em julho do mesmo ano, indica que os pagamentos podem ter chegado a aproximadamente R$ 70 milhões nos últimos dois anos.
Pontos levantados na denúncia
Entre as possíveis irregularidades apontadas estão:
Pagamentos de horas extras a servidores em cargos que não teriam autorização legal
Registros de funcionários com mais de 200 horas extras mensais
Jornadas que indicariam, em média, até cinco horas extras por dia, acima dos limites previstos
O documento sugere a necessidade de maior controle sobre a autorização e fiscalização das horas extraordinárias.
Prefeitura afirma que vai prestar esclarecimentos
Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que ainda não havia sido oficialmente notificada, mas garantiu que irá prestar todas as informações solicitadas pelo Tribunal de Contas.
Segundo a administração municipal, os setores com maior volume de horas extras são considerados essenciais, entre eles:
Saúde
Infraestrutura
Limpeza urbana
O Executivo argumenta que essas áreas exigem funcionamento contínuo e atendimento permanente à população.
Justificativas apresentadas
A Prefeitura também destacou que vem adotando medidas para reduzir a necessidade de horas extras, como:
Realização de concursos públicos e processos seletivos simplificados
Contratação de serviços terceirizados para suprir demandas operacionais
Reposição salarial anual, que também impacta os valores pagos
O município afirmou ainda que os pagamentos seguem critérios legais e que os gastos com pessoal permanecem dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O caso segue sob análise do Tribunal de Contas, que deverá avaliar as justificativas apresentadas pela administração municipal.
Postado em 20/03/2026