Câmara Municipal de Maringá realiza primeira sessão com tradução em Libras
Câmara Municipal de Maringá realiza primeira sessão com tradução em Libras
Iniciativa da presidente da Câmara, vereadora Majô, integra um conjunto de ações voltadas à democratização do legislativo maringaense
A Câmara Municipal de Maringá retoma um compromisso com a acessibilidade: as sessões legislativas voltam a contar com tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando o trabalho parlamentar acessível à comunidade surda do município. A diferença desta vez é que a iniciativa veio para ficar, sob a gestão da vereadora Majô, a tradução em Libras será presença permanente, parte de um conjunto de ações voltadas à democratização do legislativo maringaense desde o início de sua presidência.
"Inclusão não é gentileza. É obrigação do poder público. Assumi o compromisso de tornar esta Casa acessível a todos os maringaenses e hoje cumprimos mais uma etapa desse compromisso. Em Maringá, ninguém fica para trás", afirma Majô.
HISTÓRICO — A medida coloca Maringá em posição de destaque no cenário legislativo nacional. Mesmo com a Libras reconhecida como língua oficial brasileira há mais de 20 anos (Lei nº 10.436/2002) e com a Lei nº 14.704/2023 reforçando a obrigatoriedade da acessibilidade comunicacional em espaços públicos, a maioria das câmaras municipais do Brasil ainda não oferece o serviço de tradução em Libras de forma permanente.
OS NÚMEROS — Os dados do IBGE evidenciam a relevância da medida. Mais de 10 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência auditiva, o equivalente a 5% da população. Desse total, 2,7 milhões possuem surdez profunda. O reflexo da exclusão histórica aparece nos índices sociais: apenas 37% das pessoas com deficiência auditiva estão no mercado de trabalho, somente 7% possuem ensino superior completo e 32% não têm nenhum grau de instrução. Para Majô, esses números "não refletem falta de capacidade, refletem falta de acesso".
O QUE MUDA — Com a tradução em Libras nas sessões, a comunidade surda de Maringá passa a ter acesso real ao trabalho parlamentar: pode acompanhar votações, fiscalizar projetos, participar de audiências públicas e cobrar seus representantes em igualdade de condições. O debate político deixa de ser privilégio de quem ouve.
"Por décadas, tomamos decisões sobre uma parcela da população sem que ela pudesse nos questionar e nos cobrar. Isso muda agora. Porque democracia sem acessibilidade não é democracia, é exclusão com aparência de representação", pontua a presidente.
Por: Assessoria Majo - Postado em 19/02/2026