Polícia Civil trabalha com hipótese de duplo homicídio no caso de primas desaparecidas no Paraná
Polícia Civil trabalha com hipótese de duplo homicídio no caso de primas desaparecidas no Paraná
A Polícia Civil do Paraná trabalha com a hipótese de duplo homicídio como principal linha de investigação no desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos.
As jovens desapareceram na madrugada do dia 21 de abril após serem vistas em uma casa noturna em Paranavaí acompanhadas de um homem de 39 anos identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz.
Segundo o delegado Luiz Fernando Alves Silva, embora a investigação esteja focada inicialmente em homicídio, o caso ainda pode evoluir para feminicídio, dependendo da motivação que for confirmada durante as apurações.
Suspeito está foragido
O principal suspeito, que utilizava o nome falso de “Davi”, está foragido desde o dia 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com a polícia, o homem já possuía um mandado de prisão em aberto por um roubo cometido em Apucarana no ano de 2023. Ele também seria conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”.
As investigações apontam que o suspeito utilizava uma caminhonete clonada para circular pela região.
Câmeras registraram últimas imagens
Imagens de câmeras de segurança recuperadas pela perícia mostram o trio entrando em uma boate por volta da 1h10 da madrugada do desaparecimento.
Segundo a investigação, as jovens haviam saído de Cianorte acompanhadas do suspeito após serem convidadas para uma festa em Porto Rico.
Durante o trajeto, Sttela chegou a publicar imagens nas redes sociais mostrando a presença do homem no veículo.
A polícia informou que o último sinal de internet do celular de Sttela foi registrado às 3h17 daquela madrugada. Já o suspeito teria utilizado internet pela última vez na manhã do dia 23 de abril.
Investigação segue em andamento
As apurações apontam ainda que o suspeito retornou sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, abandonou a caminhonete e depois fugiu utilizando uma motocicleta, deixando inclusive o aparelho celular para trás.
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que apenas Letycia conhecia o suspeito anteriormente.
A Polícia Civil segue realizando diligências e pede que qualquer informação sobre o paradeiro das jovens ou do suspeito seja repassada de forma anônima pelos telefones 181, 190 ou 197.
Até o momento, a defesa do investigado não foi localizada para comentar o caso.
Postado em 13/05/2026