Maringá já registra 138 casos de violações contra a mulher em 2026
Maringá já registra 138 casos de violações contra a mulher em 2026
O Paraná já contabiliza 3.256 casos de violações contra a mulher em 2026, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Entre as cidades do estado, Maringá aparece entre as que mais registraram ocorrências neste ano, com 138 casos.
Os números reforçam o alerta para a violência de gênero, especialmente durante o mês de março, período marcado por campanhas de conscientização devido ao Dia Internacional da Mulher.
No ranking estadual, Maringá aparece entre os municípios com maior número de registros de violações contra mulheres. A lista é liderada por Curitiba, com 817 casos em 2026, seguida por Londrina (261) e Ponta Grossa (139). Maringá ocupa a quarta posição, com 138 ocorrências.
As violações incluem diferentes tipos de crimes e agressões que atentam contra os direitos humanos das vítimas, como maus-tratos, violência doméstica, exploração sexual e tráfico de pessoas.
Apesar do número elevado de casos registrados no estado, apenas 407 denúncias foram formalizadas em 2026 na plataforma oficial de atendimento, o que demonstra que muitas situações ainda não chegam aos órgãos de proteção.
Em 2025, o Paraná registrou 14.507 casos de violações contra mulheres, mostrando que o problema permanece presente em diversas regiões do estado.
Em nível nacional, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que o país teve 1.470 feminicídios em 2025, uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
Mulheres vítimas de violência ou qualquer cidadão podem buscar ajuda por diferentes canais:
📞 190 – Polícia Militar (em caso de emergência);
📞 180 – Central de Atendimento à Mulher
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM)
As delegacias especializadas atuam na prevenção, investigação e apoio às vítimas, além de possibilitar a solicitação de medidas protetivas de urgência nos casos de violência doméstica.
Postado em 09/03/2026 - Foto: EBC - Com inf. Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho