Novas diretrizes ampliam tratamento da fibromialgia pelo SUS
Novas diretrizes ampliam tratamento da fibromialgia pelo SUS
O Governo Federal anunciou novas diretrizes para ampliar o tratamento da Fibromialgia por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). As medidas incluem atendimento multidisciplinar, incentivo à atividade física e suporte psicológico para pacientes diagnosticados com a síndrome.
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor generalizada no corpo, frequentemente acompanhada de fadiga, alterações no sono, dificuldades cognitivas e sensibilidade aumentada a estímulos. Estima-se que a doença atinja entre 2,5% e 5% da população brasileira, sendo mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos.
Tratamento mais amplo no SUS
As novas orientações do Ministério da Saúde preveem um tratamento estruturado e multidisciplinar, que envolve diferentes profissionais da área da saúde. Entre as principais abordagens estão:
Fisioterapia
Acompanhamento psicológico
Terapia ocupacional
Prática regular de atividade física
Uso de medicamentos para controle da dor
Segundo especialistas, a atividade física regular pode ajudar a fortalecer o corpo e reduzir a intensidade dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Apoio psicológico também faz parte do tratamento
O tratamento também passa a considerar com mais atenção o impacto emocional da doença. Muitos pacientes com fibromialgia desenvolvem ansiedade e depressão, o que exige acompanhamento de psicólogos e, em alguns casos, psiquiatras.
De acordo com o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a integração entre profissionais é fundamental para o cuidado adequado.
“O tratamento precisa ser conjunto, com médicos e profissionais da saúde trabalhando em equipe para melhorar a qualidade de vida do paciente”, explicou.
Doença reconhecida como deficiência
Outra mudança recente é que a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência, conforme a Lei 15.176/2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida garante aos pacientes acesso a direitos como benefícios sociais, aposentadoria por invalidez em casos comprovados e outras garantias legais.
Com as novas diretrizes, o objetivo do Ministério da Saúde é ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado, oferecendo mais suporte às pessoas que convivem com a síndrome em todo o país.
Postado em 04/03/2026 - Com inf. EBC