Autópsia aponta que médica morta em Maringá sofreu 14 facadas e sinais de esganadura
Autópsia aponta que médica morta em Maringá sofreu 14 facadas e sinais de esganadura
Marido da vítima, advogado de 25 anos, está preso preventivamente e é investigado pelo feminicídio
A autópsia realizada no corpo da médica Gássi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, revelou que ela sofreu 14 golpes de faca e apresentava sinais de esganadura. As novas informações sobre o caso foram divulgadas nesta sexta-feira (11), durante o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
De acordo com a delegada da Mulher, Paloma Batista, o exame identificou ferimentos nas regiões cervical e dorsal, além de lesões nos punhos e escoriações no pescoço. A causa da morte foi apontada como hemorragia aguda provocada pelos ferimentos.
Gássi foi encontrada morta no quarto do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, em Maringá, na noite de 5 de setembro. O filho do casal, um bebê de apenas oito meses, estava no imóvel.
Vizinhos teriam percebido o choro da criança e acionado ajuda. O bebê foi encontrado no sofá do apartamento.
Marido foi localizado ferido em Mandaguari
O marido da médica, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é investigado pela morte. Após o crime, ele foi localizado ferido em Mandaguari, cidade onde reside sua família.
O advogado apresentava diversos ferimentos provocados por faca e precisou ser encaminhado para atendimento médico. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Universitário de Maringá (HUM), onde permaneceu sob escolta policial.
Segundo informações divulgadas durante a investigação, João Vitor confessou o crime. Ele foi inicialmente preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva, permanecendo sob custódia.
O advogado também atuava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva e foi exonerado do cargo após o caso vir a público.
Conforme informações anteriormente divulgadas pela polícia, Gássi e João Vitor haviam reatado recentemente o relacionamento.
Polícia investiga motivação
A Delegacia da Mulher de Maringá segue trabalhando para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime. O resultado da autópsia passa a integrar o conjunto de provas reunidas durante o inquérito.
O caso é investigado como feminicídio. As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica dos acontecimentos que antecederam e ocorreram no momento da morte da médica.
Postado em 12/09/2026