Polícia revela como primas de 18 anos foram assassinadas após saírem de boate no Paraná
Polícia revela como primas de 18 anos foram assassinadas após saírem de boate no Paraná
A investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) revelou os primeiros detalhes sobre como aconteceu o assassinato das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, desaparecidas desde abril deste ano. Segundo a polícia, as jovens foram mortas poucas horas depois de deixarem uma boate em Paranavaí, no Noroeste do Estado.
Os corpos das duas foram encontrados nesta sexta-feira (21), enterrados em uma cova rasa em uma área de mata, em Paraíso do Norte, após uma operação da Polícia Civil.
Crime teria sido motivado por desacordo comercial
De acordo com o delegado Luís Fernando, responsável pela investigação em Cianorte, a principal linha investigativa aponta que o crime foi motivado por um desacordo comercial entre as vítimas e Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog” e “Sagaz”.
As investigações reuniram imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, informações do setor de inteligência e outros elementos que permitiram reconstruir os últimos momentos das jovens.
O que aconteceu na madrugada do crime
Segundo a Polícia Civil, Letycia e Sttela estavam em uma boate em Paranavaí na noite de 20 de abril. As imagens mostram que elas deixaram o estabelecimento por volta das 4h40 da madrugada, acompanhadas de Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi”.
A partir desse momento, a investigação aponta que o suspeito levou as jovens em uma caminhonete e, logo depois, cometeu o duplo homicídio.
Conforme o delegado Luís Fernando, a primeira vítima foi morta ainda dentro do veículo, atingida por um disparo na cabeça.
Ao perceber o ataque, a segunda jovem tentou fugir, saindo da caminhonete. No entanto, ela também foi alcançada pelo suspeito e morta a tiros.
Depois dos assassinatos, segundo a investigação, Clayton colocou os corpos na caçamba da caminhonete e deixou o local.
Corpos foram enterrados em área de mata
Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito seguiu pela rodovia em direção aos municípios de Tamboara e Paraíso do Norte.
Os investigadores acreditam que, após percorrer o trajeto, ele levou os corpos até uma área de mata próxima à rodovia, onde cavou uma cova rasa para ocultar as vítimas.
O local permaneceu desconhecido por cerca de quatro meses. A descoberta só foi possível nesta sexta-feira, após a prisão de um comparsa de Clayton, conhecido como “Magrão”, que indicou aos policiais onde os corpos estavam enterrados.
Principal suspeito morreu em confronto
Também nesta sexta-feira, Clayton Antônio da Silva Cruz foi localizado em Mandaguari, no Norte do Paraná, durante uma operação do Grupo TIGRE, da Polícia Civil.
Segundo a polícia, ele era considerado de alta periculosidade e tinha prisão temporária decretada pela Justiça. Durante a abordagem, tentou fugir, invadiu uma residência e fez um morador refém.
Houve confronto com os policiais, e o suspeito foi baleado e morreu no local.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que o inquérito ainda está em andamento. A perícia deverá esclarecer detalhes sobre a execução das vítimas, a ocultação dos corpos e a participação de outras pessoas no crime.
Além do caso das primas, Clayton também era investigado por outros crimes de grande repercussão na região, incluindo roubos a propriedades rurais no Noroeste do Paraná.
Postado em 21/08/2026