Arrecadação de impostos cresce 15% em Maringá e IPTU supera R$ 334 milhões
Arrecadação de impostos cresce 15% em Maringá e IPTU supera R$ 334 milhões
Dados da prestação de contas mostram avanço das receitas próprias entre janeiro e agosto; repasses estaduais tiveram queda
A arrecadação com impostos e taxas municipais cresceu 15,08% em Maringá entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O principal destaque foi o IPTU, que apresentou aumento de 27,57%.
Os números foram apresentados pela Secretaria Municipal de Fazenda nesta terça-feira (29), durante audiência pública de prestação de contas do segundo quadrimestre, realizada na Câmara Municipal de Maringá.
A arrecadação com o IPTU passou de R$ 261,96 milhões, nos primeiros oito meses de 2025, para R$ 334,18 milhões no mesmo período deste ano, um aumento de aproximadamente R$ 72,2 milhões.
Repasses do Estado diminuem
Enquanto a arrecadação própria do município avançou, os repasses recebidos do Governo do Paraná caíram 4,36% na comparação com os oito primeiros meses de 2025.
Entre as transferências estaduais, a maior redução apresentada foi no IPVA, com queda de 26,14%.
Maringá arrecadou R$ 2,38 bilhões
Considerando todas as fontes de receita, Maringá arrecadou R$ 2,38 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. O montante corresponde a 68,62% de toda a receita prevista para o município neste ano.
No mesmo período, as despesas empenhadas chegaram a R$ 2,33 bilhões, deixando uma diferença de aproximadamente R$ 55,14 milhões entre as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas.
Ao final de agosto, o município apresentava resultado financeiro de R$ 424,68 milhões. Desse total, R$ 226,03 milhões eram recursos vinculados a finalidades específicas, enquanto R$ 198,65 milhões eram recursos livres.
Saúde, Educação e gastos com servidores
Na Saúde, o município havia aplicado até agosto 20,36% da receita em ações e serviços públicos.
Na Educação, o percentual registrado no período era de 20,53%. A Constituição determina aplicação mínima de 25% das receitas consideradas para essa finalidade ao longo do exercício.
Já as despesas com pessoal e encargos representaram 43,22% da Receita Corrente Líquida ajustada. O percentual ficou 3,69 pontos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e permaneceu abaixo do limite prudencial de 51,3%, previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os dados integram a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026 e mostram a situação das receitas e despesas municipais acumuladas até agosto.
Postado em 30/09/2026 - Imagem: Marquinhos Oliveira/CMM