Programa de Maringá já realizou exames de visão em mais de 10 mil alunos e entregou mil óculos
Programa de Maringá já realizou exames de visão em mais de 10 mil alunos e entregou mil óculos
O programa “Olhando para o Futuro”, desenvolvido pela Prefeitura de Maringá, já realizou exames oftalmológicos em mais de 10 mil estudantes da rede municipal de ensino e entregou mais de mil óculos gratuitamente desde abril deste ano.
Nesta quarta-feira (19), foi a vez dos alunos da Escola Municipal Ruy Alvino Alegretti receberem os óculos. Dos cerca de 138 estudantes atendidos pela unidade, 21 foram identificados com necessidade de correção visual.
Entre eles está Adriel, de 6 anos. Depois de escolher a própria armação, o menino comemorou a possibilidade de enxergar melhor. “Agora eu vou conseguir ver todas as letras pequenininhas”, disse.
A mãe do estudante, Luciana Silva, contou que não imaginava que o filho tivesse dificuldades de visão e destacou a facilidade de todo o atendimento ter sido realizado por meio da escola, desde a avaliação até a entrega dos óculos.
Exames e óculos são gratuitos
O “Olhando para o Futuro” integra as ações do Programa Saúde na Escola (PSE) e é desenvolvido em parceria pelas secretarias municipais de Saúde e Educação, com recursos próprios do município.
O objetivo é identificar precocemente problemas de visão que possam prejudicar o aprendizado e o desenvolvimento das crianças.
As consultas são realizadas por oftalmologistas contratados pelo município e dependem da autorização dos pais ou responsáveis. Quando é identificada a necessidade de correção visual, os óculos são fornecidos sem custos para as famílias.
Mais de 18 mil alunos devem ser atendidos
Desde o início do programa, em abril, a iniciativa já passou por 41 das 53 unidades escolares municipais de Maringá.
A previsão da Prefeitura é ampliar o atendimento para mais de 18 mil estudantes até o final de 2026.
Segundo a secretária de Educação, Adriana Palmieri, problemas de visão podem interferir diretamente no desempenho escolar, dificultando atividades como ler, escrever e acompanhar o conteúdo apresentado no quadro.
O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, destaca ainda que muitas crianças não percebem que estão enxergando mal. Por isso, a avaliação precoce permite identificar alterações e iniciar o acompanhamento antes que a dificuldade comprometa as atividades escolares e o desenvolvimento do estudante.
Postado em 20/08/2026 - Imagem: PMM