Candidatos de Maringá recebem mais de R$ 13 milhões do Fundo Eleitoral
Candidatos de Maringá recebem mais de R$ 13 milhões do Fundo Eleitoral
Levantamento aponta que quase 70% dos recursos destinados às 39 candidaturas estão concentrados em seis nomes; Sargento Fahur lidera com R$ 2,7 milhões
Os 39 candidatos a deputado estadual e federal ligados a Maringá declararam o recebimento de R$ 13,014 milhões em recursos do Fundo Eleitoral para financiar as campanhas de 2026.
Os dados foram levantados pelo Maringá Post a partir das informações disponíveis no Portal de Divulgação de Contas e Candidaturas (DivulgaCand), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em consulta realizada nesta quarta-feira (30).
Do total destinado às candidaturas, R$ 8,188 milhões foram para candidatos a deputado federal e R$ 4,826 milhões para candidatos a deputado estadual.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, conta neste ano com aproximadamente R$ 4,9 bilhões, distribuídos entre 30 partidos. O dinheiro é público e os critérios para distribuição dos recursos entre as candidaturas são definidos pelas legendas, respeitadas as regras eleitorais.
Seis candidatos concentram quase 70% dos recursos
Segundo o levantamento, quase 70% dos R$ 13 milhões declarados estão concentrados em apenas seis candidaturas.
O maior valor aparece na campanha do deputado federal Sargento Fahur (PL), candidato à reeleição, que declarou R$ 2,7 milhões provenientes do fundo.
Na sequência está Ricardo Barros (PP), também candidato à reeleição para deputado federal, com R$ 1,6 milhão.
Outros dois candidatos à Câmara dos Deputados aparecem entre os maiores beneficiados: Luiz Nishimori (PSD), com R$ 1,5 milhão, e Homero Marchese (Novo), com R$ 900 mil.
Entre os candidatos a deputado estadual, os maiores valores foram destinados a Do Carmo (Podemos), com R$ 1,2 milhão, e Maria Victoria (PP), com R$ 1 milhão.
Somadas, essas seis candidaturas receberam R$ 8,9 milhões.
Veja os maiores valores declarados
Entre os candidatos a deputado federal, os valores informados no levantamento são: Sargento Fahur, R$ 2,7 milhões; Ricardo Barros, R$ 1,6 milhão; Luiz Nishimori, R$ 1,5 milhão; Homero Marchese, R$ 900 mil; Professora Ana Lúcia, R$ 350 mil; Ricardo Maia, R$ 300 mil; Edson Scabora, R$ 300 mil; Dr. Francismar, R$ 135 mil; Mário Certo, R$ 125 mil; Paulo Espíndola, R$ 90 mil; Adilson do Bar, R$ 75 mil; Leonna Moriale, R$ 50 mil; Mãe Gi, R$ 25 mil; Professor Julio Rodrigues, R$ 23 mil; e Subtenente Dioney, R$ 15 mil.
O total entre os candidatos a deputado federal chega a R$ 8,188 milhões.
Para deputado estadual, Do Carmo aparece com R$ 1,2 milhão, seguido por Maria Victoria, com R$ 1 milhão; Delegado Jacovós, R$ 410 mil; Dr. Batista, R$ 330 mil; Mayara Keiko, R$ 240 mil; Soldado Adriano, R$ 235 mil; Juliana Canassa e Olga Agulhon, com R$ 185 mil cada.
Também aparecem Dr. Michel, com R$ 135 mil; Mario Verri, R$ 130 mil; Giselli Bianchini e Lemuel Rodrigues, R$ 100 mil cada; Vera Nogueira, R$ 88 mil; Zebrão, R$ 83 mil; Danny Arouca, R$ 80 mil; Evandro da Unifamma, R$ 70 mil; Evandro Araújo, Flávio Mantovani e Ulisses Maia, com R$ 50 mil cada; Emmanuel Predestin, Fabrizio Meller e Lucas Canassa, com R$ 30 mil cada; e Grasy Takano, com R$ 15 mil.
Fausto Herradon (Avante) é o único entre os 39 nomes relacionados no levantamento que aparece sem recebimento de recursos públicos do Fundo Eleitoral até a consulta desta quarta-feira.
Campanhas têm limite de gastos
Além das regras para distribuição dos recursos públicos, as candidaturas precisam respeitar limites de gastos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Para as Eleições de 2026, o TSE decidiu manter os mesmos limites adotados em 2022. A Portaria nº 449/2026 estabelece os valores para cada cargo em disputa.
O limite para uma campanha de deputado federal é de aproximadamente R$ 3,17 milhões, enquanto uma candidatura a deputado estadual ou distrital pode gastar aproximadamente R$ 1,27 milhão. O limite considera não apenas despesas contratadas diretamente pelo candidato, mas também outros gastos e transferências contabilizados em benefício da candidatura.
Quem ultrapassar o teto está sujeito a multa equivalente a 100% do valor excedente, além de outras consequências previstas pela legislação eleitoral.
Recursos devem ser informados à Justiça Eleitoral
Durante a campanha, candidatos e partidos são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos. Esses dados ficam disponíveis para consulta pública, permitindo acompanhar receitas e despesas das campanhas.
Os números apresentados no levantamento representam a situação registrada no DivulgaCand até esta quarta-feira, 30 de setembro, e podem sofrer alterações com novas transferências, registros ou atualizações das prestações de contas.
Postado em 30/09/2026