Moro assina pedido de CPMI para investigar Lulinha e cobra esclarecimento de suspeitas
Moro assina pedido de CPMI para investigar Lulinha e cobra esclarecimento de suspeitas
Proposta busca apurar supostas relações do filho do presidente Lula com empresários e possíveis conexões com investigações sobre fraudes no INSS
O senador Sergio Moro (PL-PR) assinou o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A iniciativa é do senador Carlos Viana (PSD-MG), que busca apoio no Congresso Nacional para viabilizar a instalação da comissão. Para uma CPMI ser criada, o requerimento precisa reunir pelo menos 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados federais.
Moro defende que o Congresso investigue possíveis relações de Lulinha com lobistas e empresários citados em apurações envolvendo órgãos públicos. Entre os pontos levantados pelo parlamentar estão eventuais conexões com pessoas investigadas no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Moro levanta questionamentos
Em manifestação nas redes sociais, Moro também citou questões relacionadas ao patrimônio e às relações empresariais de Lulinha. O senador mencionou o sítio de Atibaia e uma mansão em Brasília, além de referências ao empresário Rafael Arbex, para defender que as circunstâncias envolvendo esses episódios sejam esclarecidas.
As declarações representam questionamentos feitos pelo senador e não significam, por si só, comprovação de irregularidades praticadas pelo filho do presidente.
Moro também mencionou informações relacionadas à empresária Roberta Luchsinger e ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no caso envolvendo descontos indevidos sobre benefícios previdenciários.
A proposta da CPMI pretende esclarecer se houve intermediação de interesses privados dentro do governo federal, quem teria facilitado eventual acesso a órgãos públicos e qual teria sido a participação de cada pessoa mencionada nas apurações.
Senador cita tentativa anterior de investigação
Moro afirmou que já havia defendido o aprofundamento das investigações envolvendo Lulinha durante os trabalhos da CPMI do INSS, incluindo pedidos de convocação e acesso a informações.
Segundo o senador paranaense, integrantes da base governista impediram o avanço dessas iniciativas.
“Nós tentamos investigá-lo, mas a base do governo [...] impediu que essas investigações fossem adiante”, declarou Moro.
A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos em março sem aprovar o relatório final apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O parecer foi rejeitado por 19 votos a 12.
Pedido ainda depende de assinaturas
A assinatura de Moro não significa que a nova CPMI já esteja instalada. O requerimento ainda precisa alcançar o número mínimo de apoios entre deputados e senadores e cumprir os procedimentos previstos no Congresso Nacional.
Carlos Viana, autor da proposta, argumenta que as suspeitas precisam ser esclarecidas independentemente do calendário eleitoral.
Caso seja instalada, a comissão poderá convocar pessoas para prestar depoimento, requisitar documentos e, observados os requisitos legais, aprovar medidas como quebras de sigilo para aprofundar as investigações.
Até que eventuais irregularidades sejam comprovadas pelas autoridades competentes, as informações relacionadas a Lulinha devem ser tratadas como suspeitas e alegações em investigação.
Postado em 23/08/2026