Moraes prorroga prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após esclarecimentos sobre arma apreendida
Moraes prorroga prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após esclarecimentos sobre arma apreendida
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena após condenação por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada após a análise de novos fatos relacionados a uma arma registrada em nome do ex-presidente.
Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, benefício concedido por motivos de saúde. Antes disso, cumpria pena em regime fechado. A nova decisão mantém as condições atuais do cumprimento da pena.
A medida ocorre após o ex-presidente prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma pistola Glock calibre 9 milímetros, registrada em seu nome, que foi apreendida na última semana durante uma blitz com um de seus seguranças.
Durante o depoimento, Bolsonaro confirmou ser o proprietário legal da arma e afirmou que havia solicitado o conserto do equipamento após perceber uma falha de funcionamento. Segundo ele, o pedido de manutenção não teve qualquer relação com o término do prazo da prisão domiciliar.
A defesa informou que integrantes da equipe de segurança retiraram, sem conhecimento do ex-presidente, o percussor da pistola como forma de evitar acidentes, alegando preocupação com o uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar sua cognição. Sem saber da alteração, Bolsonaro teria determinado o reparo da arma ao notar o defeito.
Os advogados também argumentaram que a entrega da arma ao segurança teve como único objetivo realizar a manutenção necessária.
A pistola foi apreendida com o militar Estácio Leite da Silva Filho, responsável pela segurança de Bolsonaro, durante uma fiscalização policial realizada a cerca de 33 quilômetros do condomínio onde reside o ex-presidente.
Após a ocorrência, Moraes solicitou esclarecimentos à defesa sobre os motivos para a manutenção da arma e sobre a permanência do armamento sob posse do ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar.
Segundo informações divulgadas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que o episódio não justificava a revogação da prisão domiciliar nem o retorno de Bolsonaro ao regime fechado.
Na decisão, o ministro optou por manter a prisão domiciliar, avaliando o cumprimento regular das medidas impostas, mas determinando a prorrogação do benefício.
Bolsonaro segue em recuperação de problemas de saúde que motivaram a concessão da prisão domiciliar. Desde então, voltou ao hospital apenas uma vez para realizar uma cirurgia no ombro, procedimento sem relação com a enfermidade respiratória que fundamentou o benefício.
Postado em 04/07/2026