Estados Unidos retomam ataques contra o Irã após cinco dias de pausa
Estados Unidos retomam ataques contra o Irã após cinco dias de pausa
Nova onda de bombardeios atinge instalações da Guarda Revolucionária; Irã responde com mísseis e drones na região
Os Estados Unidos retomaram os ataques diretos contra o Irã na madrugada desta quinta-feira (30), após cinco dias de pausa. A ofensiva ocorreu em resposta a um ataque iraniano contra forças norte-americanas na Jordânia no dia anterior. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação atingiu dezenas de alvos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica, incluindo centros de comando e instalações militares.
A operação durou cerca de duas horas. O presidente Donald Trump havia antecipado a ação horas antes, afirmando que os Estados Unidos responderiam ao ataque iraniano.
Após os bombardeios, o Irã lançou novos mísseis contra posições americanas e países da região. Na Jordânia, as defesas aéreas interceptaram mísseis iranianos, enquanto no Kuwait um ataque atingiu uma instalação de uma empresa chinesa e deixou uma pessoa morta, segundo autoridades locais.
Conflito volta a escalar
A nova troca de ataques ocorre depois de uma pausa anunciada por Trump na última sexta-feira (24), quando o presidente afirmou que pretendia abrir espaço para “conversas amigáveis” com Teerã. Mesmo durante o período, ataques e tensões permaneceram na região.
Segundo informações divulgadas pelo governo do Paquistão, que atua como mediador, canais de negociação continuam funcionando, embora de maneira lenta. Entre os principais pontos em discussão estão a situação do Estreito de Hormuz, o programa nuclear iraniano e questões relacionadas à segurança regional.
O estreito ganhou importância central no conflito por ser uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. Os combates e as restrições à navegação já provocaram impactos significativos no mercado internacional de energia.
Violência se espalha pela região
Além dos confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã, outros episódios recentes demonstram a expansão da violência associada ao conflito.
Ataques também foram registrados contra instalações de energia e posições militares em diferentes países do Oriente Médio. No Egito, um ataque com drones provocou incêndios em embarcações de armazenamento de gás natural liquefeito no porto de Damietta, próximo ao Canal de Suez. A autoria da ação ainda não foi confirmada.
Na mesma semana, forças dos Estados Unidos e da Arábia Saudita realizaram ataques contra grupos aliados do Irã no Iraque, após ações de milícias contra alvos sauditas. A situação aumenta o risco de novos episódios de violência em diferentes frentes.
Risco de nova escalada
Apesar da manutenção de canais diplomáticos, a retomada dos ataques mostra que o conflito permanece instável. A troca de ofensivas entre Washington e Teerã, somada à atuação de grupos aliados e à tensão sobre rotas estratégicas de energia, mantém elevado o risco de uma ampliação da crise no Oriente Médio.
Para os governos envolvidos, o desafio agora é evitar que os confrontos regionais provoquem uma escalada ainda maior, ao mesmo tempo em que seguem as negociações sobre segurança, programa nuclear e circulação de navios pelo Estreito de Hormuz.
Postado em 30/07/2026