Maringá avança na revisão do Plano de Carreira do Magistério após mais de uma década
Maringá avança na revisão do Plano de Carreira do Magistério após mais de uma década
Proposta deve beneficiar cerca de 4,5 mil profissionais da educação e prevê mudanças salariais, reorganização de carreiras e novos critérios para pagamento de horas suplementares
A Prefeitura de Maringá avançou nas discussões para implantação do novo Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Público Municipal, que não passava por uma revisão desde 2015. A proposta deve alcançar cerca de 4,5 mil profissionais da educação.
Nesta quarta-feira (9), representantes das secretarias municipais de Educação e de Governo se reuniram com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) e representantes das seis categorias que integram o magistério para discutir ajustes no texto apresentado em agosto.
Entre os profissionais que poderão ser beneficiados estão professores, pedagogos, orientadores, educadores infantis e auxiliares educacionais.
Mudanças nas carreiras e salários
Uma das principais alterações previstas é a reorganização das carreiras dos educadores infantis e auxiliares educacionais. Pela proposta, esses profissionais passarão a integrar as carreiras de professores da educação infantil com jornadas de 30 e 40 horas semanais, respectivamente.
Também haverá mudança no pagamento das horas suplementares. Atualmente, o cálculo considera o salário inicial da carreira, independentemente do tempo de serviço. Com o novo plano, o valor deverá levar em conta a evolução funcional alcançada pelo servidor ao longo da carreira.
A proposta ainda organiza direitos relacionados à aposentadoria e à hora-atividade dos profissionais da educação infantil, considerando a estrutura da rede municipal de ensino.
Proposta ainda será votada
Durante a reunião desta semana, foram apresentados novos ajustes ao texto. Após as alterações, a proposta deverá passar por uma assembleia geral das categorias.
Se aprovada nessa etapa, seguirá para a Câmara Municipal de Maringá, na forma de projeto de lei, onde dependerá da discussão e votação dos vereadores. Portanto, as mudanças previstas ainda não estão em vigor.
O trabalho de revisão realizado pela Prefeitura começou no final de 2025 e envolveu estudos sobre impacto nas despesas com pessoal, questões jurídicas, pedagógicas e orçamentárias.
Segundo o Sismmar, entretanto, a mobilização pela revisão é anterior. O sindicato afirma que começou a elaborar uma proposta em 2018, quando apresentou uma minuta, e que desde então os profissionais aguardavam mudanças na estrutura das carreiras.
Demanda antiga dos profissionais
O prefeito Silvio Barros afirmou que a proposta representa um avanço no reconhecimento dos profissionais e destacou a intenção de inserir as categorias abrangidas no piso correspondente ao magistério.
A secretária municipal de Educação, Adriana Palmieri, ressaltou que a elaboração busca conciliar valorização profissional, segurança jurídica e capacidade financeira do município.
Já a secretária-geral do Sismmar, Ana Lúcia de Araujo, destacou que a revisão é uma reivindicação de vários anos da categoria, envolvendo questões como valorização salarial e reconhecimento profissional.
Com a conclusão das negociações e eventual aprovação pela Câmara, a Prefeitura poderá iniciar a implantação do novo plano e das alterações salariais previstas para os profissionais da rede municipal.
Postado em 11/09/2026 - Imagem Rodrigo Grando PMM