Comissão Processante entra na reta final e Ana Lúcia será ouvida em setembro
Comissão Processante entra na reta final e Ana Lúcia será ouvida em setembro
Após depoimento de testemunha, comissão aguarda laudo pericial de áudios. Vereadora voltou a criticar a condução do processo durante sessão da Câmara; presidente Majô rebateu as acusações.
A Comissão Processante da Câmara Municipal de Maringá que apura denúncia contra a vereadora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) avançou para as últimas etapas da fase de instrução. Na quarta-feira (26), os integrantes da comissão ouviram, de forma remota, a consultora contábil Maria Claudiana Santiago Barreto, moradora de Curitiba.
Durante a oitiva, a testemunha respondeu aos questionamentos dos vereadores que integram a comissão e também do advogado responsável pela defesa da parlamentar.
Agora, a Comissão Processante aguarda o laudo da análise de áudios realizada por um perito profissional, com previsão de entrega até segunda-feira (31). Após o recebimento, o documento deverá ser disponibilizado à defesa de Ana Lúcia para manifestação.
Ana Lúcia será a última a depor
A última oitiva prevista será justamente a da vereadora Ana Lúcia Rodrigues. O depoimento está marcado para 8 de setembro, às 13h30, no plenário da Câmara de Maringá.
Concluída essa etapa, a comissão deverá iniciar a elaboração do relatório sobre o processo.
A Comissão Processante é formada pelos vereadores Guilherme Machado, presidente; Luiz Neto, relator; e Akemi Nishimori, membro.
O colegiado tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos, contado a partir da notificação da vereadora, realizada em 6 de julho.
Vereadora critica presidente da Câmara
Enquanto o processo avança, Ana Lúcia voltou a se manifestar publicamente sobre o caso. Durante sessão ordinária da Câmara, nesta quinta-feira (27), a parlamentar fez críticas à presidente do Legislativo, Majorie Catherine Capdeboscq (PP), a Majô.
Em seu pronunciamento, Ana Lúcia afirmou que a denúncia teria atendido a interesses políticos da presidência da Casa e declarou: “Parabéns, presidente Majô, a senhora conseguiu o que queria.”
Majô rebateu as declarações. Segundo a presidente da Câmara, a Mesa Diretora apenas cumpriu os procedimentos regimentais obrigatórios e não houve interferência pessoal na condução do processo.
Decisão caberá ao plenário
Os depoimentos integram a fase de instrução do processo, conduzido com base no Decreto-Lei 201/1967, que estabelece o rito para processos que podem resultar na cassação do mandato de vereador.
A abertura e o andamento da Comissão Processante não significam que Ana Lúcia tenha sido considerada responsável pelas acusações. Uma eventual decisão sobre cassação somente poderá ser tomada pelo plenário da Câmara após a conclusão das etapas previstas no processo e apresentação do relatório da comissão.
Postado em 28/08/2026