No Agosto Lilás, Majô propõe programa para ampliar autonomia econômica das mulheres em Maringá
No Agosto Lilás, Majô propõe programa para ampliar autonomia econômica das mulheres em Maringá
Projeto Mulher Forte, Cidade Forte entra na pauta da Câmara nesta quinta-feira (14) e prevê qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento da participação feminina no mercado de trabalho
Em meio às ações do Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, a presidente da Câmara de Maringá, vereadora Majô, apresenta ao plenário nesta quinta-feira (13) o projeto de lei que institui o programa Mulher Forte, Cidade Forte.
A proposta estabelece diretrizes para ampliar a qualificação profissional, incentivar o empreendedorismo feminino e fortalecer a inserção das mulheres no mercado de trabalho, além de estimular a cooperação entre instituições para ampliar as oportunidades oferecidas no município.
O projeto relaciona autonomia econômica ao enfrentamento da violência contra a mulher, considerando que a dependência financeira pode dificultar o rompimento de relações abusivas.
“Quando falamos em enfrentamento à violência contra a mulher, também precisamos falar sobre autonomia. Uma mulher que tem acesso à renda, ao trabalho, à qualificação e a uma rede de apoio amplia suas possibilidades de escolha”, afirma Majô.
Segundo a vereadora, políticas de prevenção também precisam criar condições para que as mulheres tenham independência.
“O enfrentamento da violência precisa acontecer também antes que ela aconteça, fortalecendo as condições para que as mulheres possam construir uma vida com independência e dignidade”, acrescenta.
Projeto prevê qualificação e empreendedorismo
O Mulher Forte, Cidade Forte prevê ações voltadas à formação profissional e ao incentivo à geração de renda, além da criação de redes de cooperação institucional.
A intenção é ampliar as oportunidades para mulheres que desejam ingressar ou retornar ao mercado de trabalho, buscar novas qualificações ou investir no próprio negócio.
Na justificativa do projeto, são citados dados segundo os quais Maringá criou 2.119 vagas formais de trabalho para mulheres entre janeiro e maio de 2025.
Apesar dos avanços locais, a proposta também chama atenção para desigualdades existentes no mercado de trabalho brasileiro. Dados nacionais citados no projeto indicam que, no terceiro trimestre de 2024, a taxa de desemprego entre mulheres era de 7,7%, diante de 5,3% entre os homens. O rendimento médio masculino também aparecia 28,3% acima do feminino.
Autonomia como parte da prevenção
Para Majô, oferecer condições para que as mulheres conquistem renda própria também deve integrar as políticas públicas de prevenção à violência.
“Não podemos esperar que uma mulher chegue a uma situação extrema para então pensar em como ajudá-la. Fortalecer sua autonomia, suas oportunidades profissionais e sua capacidade de geração de renda também é construir caminhos de prevenção”, declarou.
Segundo a vereadora, ampliar essas oportunidades significa oferecer às mulheres maior capacidade de decisão sobre suas próprias vidas.
Proposta será discutida nesta quinta-feira
O projeto entra em discussão na Câmara Municipal nesta quinta-feira (13), justamente durante o Agosto Lilás, período em que campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres e as diferentes formas de violência ganham maior visibilidade em todo o país.
Além da dimensão social, a proposta busca relacionar a participação feminina ao desenvolvimento econômico de Maringá. A ideia é que o acesso à qualificação, emprego e empreendedorismo possa contribuir para ampliar a presença das mulheres na economia local.
Com o Mulher Forte, Cidade Forte, a proposta pretende estabelecer uma política municipal que una autonomia financeira, oportunidades profissionais e prevenção à violência, criando mecanismos para fortalecer a independência das mulheres em Maringá.
Postado em 13/08/2026