Rodovias do Paraná começam a testar sistema que calcula velocidade média dos veículos
Rodovias do Paraná começam a testar sistema que calcula velocidade média dos veículos
Projeto-piloto autorizado pela ANTT terá equipamentos em 13 trechos; durante período de testes, velocidade média não poderá, sozinha, gerar multa
Rodovias pedagiadas do Paraná começaram a receber uma nova tecnologia de monitoramento capaz de calcular a velocidade média dos veículos ao longo de determinado trecho, diferentemente dos radares tradicionais, que registram a velocidade em um único ponto.
O projeto-piloto foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e prevê a instalação de equipamentos em 13 trechos de rodovias paranaenses.
A tecnologia funcionará a partir do registro da placa e do horário em que determinado veículo passa por dois pontos de monitoramento. Como o sistema conhece a distância entre os equipamentos e o tempo gasto no percurso, consegue calcular a velocidade média desenvolvida naquele trecho.
Na prática, o sistema permite identificar situações em que o motorista reduz a velocidade apenas ao passar por um radar e volta a acelerar logo depois.
BR-376 está entre as rodovias incluídas
No Paraná, os testes serão realizados em áreas administradas pelas concessionárias EPR Iguaçu, EPR Paraná, EPR Litoral Pioneiro e Motiva Paraná.
Entre as rodovias selecionadas estão a BR-376, BR-277, BR-163, PR-151, PR-444 e PR-862. A inclusão da BR-376 chama atenção dos motoristas do Norte e Noroeste do Estado, já que a rodovia é um dos principais corredores de ligação da região de Maringá com outros municípios paranaenses.
O Oeste e o Sudoeste concentram parte importante dos pontos de teste. Somente na área administrada pela EPR Iguaçu, estão previstos equipamentos em cinco trechos da BR-277 e um da BR-163.
Teste não significa multa automática
Apesar da implantação dos equipamentos, os motoristas não serão multados exclusivamente com base na velocidade média durante a fase experimental.
O projeto-piloto terá duração de 180 dias e, nesse período, os equipamentos terão finalidade técnica e educativa. Os dados coletados serão utilizados para avaliar o funcionamento da tecnologia, o comportamento dos motoristas e os possíveis efeitos do sistema sobre a segurança viária.
Isso significa que, nesta etapa, ultrapassar a velocidade média calculada entre os dois pontos não resultará, por si só, em uma autuação por esse sistema.
Somente após a conclusão dos testes poderão ser avaliadas eventuais mudanças na fiscalização e a possibilidade de utilização futura da tecnologia para aplicação de penalidades, sempre de acordo com a legislação e regulamentação vigentes.
Tecnologia também será testada em outros estados
O Paraná não será o único Estado a participar da experiência. O projeto também contempla rodovias federais concedidas no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A proposta é reunir informações suficientes para avaliar se o controle por velocidade média pode contribuir para reduzir comportamentos de risco e acidentes nas rodovias.
Para os motoristas, independentemente da fase de testes, permanece a obrigação de respeitar os limites de velocidade sinalizados ao longo de todo o percurso, e não somente nos locais onde existem radares.
Postado em 17/09/2026