Setor de serviços recua 0,4% em maio e fica abaixo das expectativas, aponta IBGE
Setor de serviços recua 0,4% em maio e fica abaixo das expectativas, aponta IBGE
O setor de serviços brasileiro voltou a apresentar retração em maio, interrompendo o avanço registrado no mês anterior. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o volume de serviços caiu 0,4% em relação a abril, desempenho inferior às expectativas do mercado.
Na comparação com maio de 2025, o setor ainda registrou crescimento de 0,4%, mas os resultados ficaram abaixo das projeções de analistas, que esperavam alta de 0,1% na comparação mensal e de 0,9% no acumulado anual.
Com o resultado, a atividade de serviços permanece 0,5% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
O desempenho foi influenciado principalmente pela queda de 1,0% no setor de transportes e de 1,9% no segmento de outros serviços, que devolveram parte dos ganhos registrados em abril.
Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram crescimento. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,9%, enquanto os serviços prestados às famílias tiveram alta de 0,2%. Já o setor de informação e comunicação ficou estável no período.
No acumulado de 2026 até maio, o setor registra um comportamento irregular, com dois meses de crescimento, dois de queda e um mês de estabilidade, refletindo um cenário de desaceleração gradual da economia.
Segundo especialistas, a atividade continua sendo sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e pelas medidas de estímulo ao consumo. Por outro lado, enfrenta os efeitos da política monetária restritiva, com a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, fator que reduz o ritmo dos investimentos e do consumo.
Turismo também recua
O levantamento do IBGE mostra ainda que o índice de atividades turísticas caiu 0,4% em maio, após avançar 4,1% em abril. Com o resultado, o segmento opera 2,5% abaixo do recorde histórico, registrado em dezembro de 2024.
Os números reforçam o cenário de desaceleração do setor de serviços, considerado um dos principais motores da economia brasileira, e indicam desafios para a manutenção do ritmo de crescimento nos próximos meses.
Postado em 15/07/2026