Brasil tem um dos menores preços pagos ao produtor de suínos, aponta relatório internacional
Brasil tem um dos menores preços pagos ao produtor de suínos, aponta relatório internacional
Um relatório internacional sobre o mercado mundial de suínos, atualizado até 12 de junho de 2026, mostra que o Brasil está entre os países que oferecem a menor remuneração aos produtores. Apesar de manter competitividade no mercado global, os baixos preços reforçam os desafios de rentabilidade enfrentados pela suinocultura brasileira.
Na região Sul, principal polo produtor do país, o suíno vivo é comercializado por R$ 5,42 o quilo, o equivalente a 49,18 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor entre todos os mercados analisados no levantamento.
Enquanto isso, outros países registram preços significativamente superiores. O México lidera o ranking, com remuneração equivalente a 97,82 centavos de dólar por libra-peso, seguido pelo Reino Unido, com 87,65 centavos. Nos Estados Unidos, o preço corresponde a 68,72 centavos, enquanto Espanha, Rússia e China apresentam valores próximos de 65 a 69 centavos de dólar por libra.
O relatório também mostra diferenças importantes em mercados asiáticos. Na Coreia do Sul, por exemplo, o suíno alcança o equivalente a US$ 1,94 por quilo, enquanto nas Filipinas o valor chega a US$ 1,31 por quilo e, no Vietnã, US$ 1,16 por quilo.
Mercado de leitões
No segmento de leitões, a variação de preços também é expressiva. Nos Estados Unidos, um leitão de 40 libras é negociado por US$ 96,76. Na Alemanha, o preço equivalente é de US$ 44,44 por animal de 20 quilos, enquanto na Espanha chega a US$ 42,82. Na China, o valor alcança US$ 69,18.
Competitividade e rentabilidade
Embora os preços baixos tornem a carne suína brasileira mais competitiva no mercado internacional, o cenário preocupa os produtores, que enfrentam margens reduzidas e aumento dos custos de produção.
O relatório destaca que a situação também é influenciada pelo mercado chinês, maior produtor e consumidor de carne suína do mundo. O país enfrenta um período prolongado de perdas no setor, provocado pelo excesso de oferta e pela demanda enfraquecida.
Mesmo com a redução do número de matrizes para tentar equilibrar o mercado, a oferta continua elevada, dificultando a recuperação dos preços. Como a China exerce forte influência sobre a suinocultura mundial, o comportamento do mercado chinês continua sendo um dos principais fatores que determinam a evolução das cotações internacionais.
Postado 15/06/2026