Região de Maringá registra redução de 20% nas mortes em rodovias federais
Região de Maringá registra redução de 20% nas mortes em rodovias federais
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço do primeiro semestre de 2026, que aponta um aumento no número de acidentes e de pessoas feridas nas rodovias federais do Paraná, mas uma redução nas mortes em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e junho deste ano foram registrados 3.918 sinistros de trânsito, alta de 7,7% em relação ao primeiro semestre de 2025. O número de pessoas feridas também aumentou, passando para 4.280 vítimas, crescimento de 6,4%. Apesar disso, o total de mortes caiu 5,6%, com 285 óbitos registrados nas BRs paranaenses.
Colisões frontais continuam sendo as mais letais
As colisões frontais seguem como o tipo de acidente que mais mata nas rodovias federais do Estado. Elas foram responsáveis por 90 mortes, o equivalente a 31,6% de todos os óbitos registrados no semestre.
Na sequência aparecem os atropelamentos de pedestres, com 56 mortes, e as colisões traseiras, que provocaram 40 óbitos.
Segundo a PRF, a maior parte das tragédias está ligada ao comportamento dos motoristas. Os dados mostram que 83% das mortes ocorreram em pista seca e 69% em trechos retos, indicando que fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, desatenção e embriaguez continuam sendo as principais causas dos acidentes mais graves.
"A maioria das mortes no trânsito segue acontecendo por conta de condutas inadequadas, como ultrapassagens malsucedidas, excesso de velocidade, desatenção e embriaguez. Apesar do rigor da lei brasileira e do nosso esforço policial na fiscalização, a cada 15 horas uma pessoa perdeu a vida nas BRs que cortam o estado neste primeiro semestre", afirmou o superintendente da PRF no Paraná, Fernando César Oliveira.
Veículos de carga estão envolvidos em metade das mortes
Embora tenham participado de 28,6% dos acidentes, os veículos de carga estiveram envolvidos em 50,5% das mortes registradas nas rodovias federais do Paraná.
A PRF destaca que quase metade dos veículos fiscalizados durante o semestre pertence ao transporte de cargas, reforçando o foco da fiscalização nesse segmento.
Fiscalização intensa nas rodovias
Durante os primeiros seis meses do ano, a PRF realizou milhares de autuações por infrações que aumentam o risco de acidentes.
Foram registradas:
310.902 multas por excesso de velocidade;
6.874 autuações por ultrapassagens proibidas;
2.143 motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool;
8.052 infrações pelo não uso do cinto de segurança;
2.086 pessoas sem capacete;
882 casos de crianças transportadas sem o dispositivo adequado;
1.646 autuações pelo uso de celular ao volante.
Apreensões batem recordes
Além das ações de fiscalização de trânsito, a PRF também registrou resultados expressivos no combate ao crime.
No primeiro semestre foram apreendidas:
93 armas de fogo, aumento de 304,3%;
5.308 munições, crescimento de 796,6%;
132.932 medicamentos, alta de 286,3%, sendo 74.155 unidades de medicamentos para emagrecimento introduzidos ilegalmente no país.
Segundo a corporação, grande parte dessas apreensões foi resultado do trabalho de inteligência policial.
Mais de 90 toneladas de drogas retiradas de circulação
As equipes da PRF apreenderam 90,55 toneladas de drogas nas rodovias federais do Paraná durante o semestre.
Desse total:
88 toneladas eram de maconha e derivados;
2,22 toneladas de cocaína, volume 9,9% maior que o registrado no mesmo período de 2025.
Região de Maringá registra redução nas mortes
Na área de atuação da Delegacia da PRF de Maringá, que abrange a região Noroeste do Paraná, foram contabilizados:
385 acidentes;
397 pessoas feridas;
28 mortes.
Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve aumento de 15,1% no número de acidentes e de 3,12% nos feridos. Em contrapartida, o número de mortes apresentou redução de 20%, resultado considerado positivo pela corporação.
A PRF reforça que a prudência dos motoristas continua sendo o principal fator para reduzir acidentes e salvar vidas nas rodovias federais.
Postado em 21/07/2026 - Por: ASC/PRF