Ana Lúcia apresenta atestado médico e depoimento à Comissão Processante deverá ser remarcado
Ana Lúcia apresenta atestado médico e depoimento à Comissão Processante deverá ser remarcado
A defesa da vereadora Professora Ana Lúcia Rodrigues (PDT) informou nesta segunda-feira (7) à Comissão Processante da Câmara Municipal de Maringá que a parlamentar está afastada por recomendação médica durante dez dias, contados a partir de 3 de setembro. Com isso, o depoimento da vereadora, que estava marcado para esta terça-feira (8), às 13h30, deverá ser remarcado.
Segundo nota divulgada pela defesa, o período indicado no atestado se estende até 12 de setembro, impossibilitando a participação de Ana Lúcia na oitiva prevista para terça-feira. A defesa sustenta que uma nova data deverá ser definida pela Comissão Processante para depois do dia 13.
A nota atribui o afastamento a uma condição de saúde avaliada por profissional médico. Por se tratar de informação médica pessoal, detalhes adicionais não foram divulgados além daqueles comunicados pela própria defesa.
O depoimento de Ana Lúcia seria a última oitiva da fase de instrução da Comissão Processante. A própria Câmara havia anunciado oficialmente que a parlamentar seria ouvida em 8 de setembro e que, depois disso, o colegiado iniciaria a elaboração do relatório.
Comissão apura denúncia apresentada por ex-assessor
A Comissão Processante foi instalada em julho para investigar denúncia apresentada pelo ex-assessor parlamentar Vinícius Emanuel Felice de Oliveira França. A Câmara recebeu a denúncia por 13 votos a 7. Entre as acusações apresentadas estão suposto assédio moral, realização de atividades que teriam extrapolado as atribuições institucionais do cargo e cobrança indevida de contribuição partidária.
Ana Lúcia contesta as acusações. Em 3 de setembro, antes do depoimento que estava previsto para esta semana, a parlamentar entregou aos demais vereadores um memorial de defesa, reunindo sua versão sobre depoimentos, documentos e outros elementos produzidos durante a investigação.
Durante a fase de instrução, a comissão já ouviu o denunciante, ex-assessores, integrantes do gabinete e outras testemunhas. O depoimento de Vinícius ocorreu em agosto e durou aproximadamente três horas. Na ocasião, ele reafirmou as acusações apresentadas contra a vereadora.
Processo pode resultar em cassação
A Comissão Processante é formada pelos vereadores Guilherme Machado, presidente; Luiz Neto, relator; e Akemi Nishimori, membro. O procedimento segue as regras do Decreto-Lei nº 201/1967.
A comissão dispõe de 90 dias para concluir os trabalhos, contados a partir da notificação de Ana Lúcia, ocorrida em 6 de julho. Após o encerramento da instrução, deverá ser produzido um relatório conclusivo. Uma eventual decisão sobre cassação do mandato não cabe isoladamente aos três integrantes da comissão, mas ao plenário da Câmara.
Até o momento, não existe decisão sobre o mérito das acusações, e devem ser assegurados à vereadora o contraditório e a ampla defesa durante o processo.
Com a apresentação do atestado médico, a expectativa agora é pela definição da Comissão Processante sobre a nova data para o depoimento de Ana Lúcia e os possíveis reflexos da mudança no cronograma da investigação.
Sugestões de títulos: “Ana Lúcia apresenta atestado e depoimento em Comissão Processante será adiado”; “Atestado médico impede Ana Lúcia de depor nesta terça em processo que pode cassar mandato”; “Defesa comunica afastamento médico de Ana Lúcia e pede nova data para depoimento”; “Ana Lúcia fica afastada por dez dias e oitiva na Comissão Processante deve ser remarcada”.
Postado em 07/09/2026