Arilson Chiorato critica tarifas de pedágio e destaca atuação contra modelo de concessões no Paraná
Arilson Chiorato critica tarifas de pedágio e destaca atuação contra modelo de concessões no Paraná
Candidato afirma que pretende levar para Brasília cobranças relacionadas às tarifas e à execução das obras previstas nos contratos
O deputado estadual e candidato Arilson Chiorato (PT) voltou a colocar o pedágio entre os temas de sua campanha eleitoral de 2026. Em manifestação divulgada nas redes sociais, ele criticou os valores cobrados nas rodovias paranaenses e afirmou que pretende continuar acompanhando o cumprimento das obras previstas nas concessões.
Chiorato atribuiu responsabilidade política ao governo de Ratinho Junior (PSD) pelo modelo implantado no Estado e classificou as tarifas como caras e abusivas. As declarações representam o posicionamento político do candidato sobre o processo de concessão.
A discussão sobre o novo modelo de pedágio no Paraná vem de anos anteriores e envolveu os governos federal e estadual, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Assembleia Legislativa, entidades empresariais, usuários das rodovias e representantes de municípios.
Atuação começou antes da implantação das novas concessões
Chiorato participou ativamente desse debate quando coordenou a Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Em 2021, a Frente promoveu uma série de audiências públicas regionais para discutir a proposta das novas concessões. Atas da própria Assembleia Legislativa registram a participação de Chiorato nesses encontros.
Em novembro de 2022, a Frente Parlamentar também encaminhou documento à equipe de transição do governo federal solicitando a suspensão dos processos de licitação até que o modelo fosse novamente analisado. Na ocasião, Chiorato criticava pontos como tarifas, quantidade de praças e duração dos contratos.
Em sua manifestação mais recente, o candidato afirma ter participado de mais de 30 audiências sobre o assunto e apresentado propostas para redução das tarifas.
Free flow também entrou nas cobranças
Com o início da operação das novas concessões, Chiorato também passou a questionar aspectos relacionados ao sistema eletrônico free flow, no qual a cobrança ocorre por pórticos, sem a necessidade de praças físicas.
Em abril de 2026, Chiorato e outros parlamentares participaram de uma reunião na ANTT, em Brasília, para apresentar questionamentos sobre cobranças e procedimentos adotados no sistema. A agência assumiu, naquela ocasião, compromissos relacionados à análise de cobranças consideradas indevidas pelos parlamentares.
O deputado também encaminhou à ANTT, em março, pedido relacionado à aplicação de regras de isenção de pedágio para pessoas com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Candidato diz que continuará cobrança em Brasília
Na campanha de 2026, Chiorato afirma que pretende continuar acompanhando o tema em Brasília, principalmente em relação ao valor das tarifas e à execução das obras previstas nos contratos de concessão.
“Em Brasília, vou continuar cobrando para que as obras saiam do papel e enfrentando os abusos”, declarou o candidato.
As tarifas e obrigações de investimentos das atuais concessões são definidas pelos contratos e reguladas pela ANTT. Questionamentos sobre valores, execução de obras, revisões tarifárias e cumprimento das obrigações contratuais seguem os procedimentos previstos na regulamentação federal.
O debate sobre o pedágio, portanto, volta a ocupar espaço na campanha eleitoral paranaense, com candidatos apresentando diferentes avaliações sobre o modelo e sobre as responsabilidades dos governos estadual e federal na estruturação e fiscalização das concessões.
Postado em 16/09/2026