Preços dos alimentos acumulam alta de 0,61% em 12 meses em Maringá; cebola mais que dobra
Preços dos alimentos acumulam alta de 0,61% em 12 meses em Maringá; cebola mais que dobra
Os preços de alimentos e bebidas em Maringá acumulam alta de 0,61% nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR). No acumulado de 2026, a elevação chega a 2,43%, apesar de agosto ter registrado redução de 0,42%.
Entre os produtos pesquisados, a cebola chama a atenção pelo aumento de 105,33% em 12 meses, ou seja, mais que dobrou de preço no período. Também tiveram altas expressivas a cenoura, com 60,02%; repolho, 48,11%; batata-inglesa, 42,41%; e manga, 38,12%.
Na direção contrária, alguns alimentos ficaram mais baratos. O pepino apresentou a maior redução em Maringá, de 33,53%, seguido pelo pernil (-32,30%), laranja-pera (-28,46%), abobrinha (-25,54%) e lombo ou paleta suína (-23,76%).
Carne bovina sobe e suína fica mais barata
Outro destaque é a diferença no comportamento dos preços das carnes. Em 12 meses, a carne bovina subiu 6,92% em Maringá, enquanto a carne suína apresentou redução de 24,24%.
Na comparação entre as cidades pesquisadas, o índice de alimentos acumulou alta de 3% em Pato Branco, 2,52% em Ponta Grossa, 2,04% em Curitiba, 1,25% em Foz do Iguaçu, 1,12% em Cascavel, 0,79% em Londrina, 0,61% em Maringá e 0,37% em Guarapuava. Umuarama apresentou queda de 0,73%.
Alimentos ficaram mais baratos em agosto
Apesar da alta no acumulado de 12 meses, agosto trouxe algum alívio para o bolso do consumidor maringaense, com queda de 0,42% no índice. Entre tubérculos, raízes e legumes, a redução chegou a 10,19% no município.
No mês, o pepino caiu 24,50%, a batata-inglesa 24,01%, o repolho 14,38%, a cebola 13,24% e a abobrinha 12,34%. Já entre as maiores altas apareceram mamão (16,85%), tomate (10,15%), whisky (9,37%), coração de frango (7,94%) e maçã (4,88%).
No Paraná, o IPR de Alimentos e Bebidas também recuou em agosto, com queda de 0,41%. Segundo os dados apresentados, a melhora das condições de produção e o aumento da oferta ajudaram a reduzir os preços de tubérculos, raízes e legumes, enquanto a maior disponibilidade de suínos para abate contribuiu para a queda da carne de porco.
Postado em 22/09/2026