Câmara derruba veto e libera receitas particulares para retirar remédios em Maringá
Câmara derruba veto e libera receitas particulares para retirar remédios em Maringá
Projeto permite que pacientes retirem medicamentos na rede municipal mesmo com prescrição de médicos particulares
A Câmara Municipal de Maringá rejeitou, na sessão desta quinta-feira (15), o veto parcial da Prefeitura a um projeto de lei que permite aos moradores retirarem medicamentos na rede pública municipal utilizando receitas emitidas por médicos particulares.
O veto foi derrubado por 18 votos. Com a decisão, o projeto será promulgado com a redação aprovada originalmente pelos vereadores.
O trecho vetado pelo Executivo permitia que farmacêuticos da rede municipal substituíssem medicamentos prescritos por outros equivalentes, disponíveis nas farmácias públicas, quando o item indicado na receita não estivesse disponível.
Prefeitura apontou preocupação técnica
Na justificativa enviada à Câmara, a Prefeitura argumentou que o artigo poderia gerar uma interpretação que permitisse a substituição de medicamentos sem a observância de critérios técnicos, afetando o controle do estoque e a organização da assistência farmacêutica municipal.
Com a rejeição do veto, entretanto, o texto aprovado em agosto pelos vereadores será mantido integralmente.
Mais de 44 mil fornecimentos por mês
Atualmente, 17 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Maringá fornecem medicamentos gratuitamente à população.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, são 39 tipos de medicamentos disponibilizados pela rede, com um fluxo mensal superior a 44 mil fornecimentos.
A nova regra amplia as possibilidades de acesso aos medicamentos da rede municipal, enquanto a substituição prevista no projeto deverá seguir as regras e procedimentos aplicáveis à atuação dos profissionais responsáveis pela dispensação.
Postado em 17/10/2026