Maringá mobiliza 400 pessoas para atender ocorrências após temporal
Maringá mobiliza 400 pessoas para atender ocorrências após temporal
Força-tarefa reúne 26 equipes e conta com apoio de municípios da região e órgãos estaduais. Alep anunciou repasse de R$ 5 milhões para ajudar na recuperação da cidade.
A Prefeitura de Maringá mobilizou cerca de 400 pessoas, distribuídas em 26 equipes, para atender as ocorrências provocadas pelo temporal desta segunda-feira (2). Os trabalhos incluem avaliação dos estragos, identificação de áreas de risco, atendimento às famílias atingidas e recuperação de serviços essenciais.
A administração municipal orienta os moradores a evitar sair de casa e não se deslocar por conta própria até as regiões mais afetadas. A recomendação é respeitar os locais isolados e as áreas onde as equipes trabalham, para evitar acidentes e não prejudicar os atendimentos.
Participam da força-tarefa equipes das secretarias municipais de Infraestrutura, Limpeza Urbana, Mobilidade Urbana, Segurança Pública, Saúde e Assistência Social, além da Defesa Civil.
Maringá também recebe reforço de profissionais de Sarandi, Cascavel, Marialva, Paiçandu, Mandaguari, Paraíso do Norte, Apucarana, Campo Mourão e Paranacity, além da Defesa Civil do Paraná, Corpo de Bombeiros e concessionária EPR.
“Nosso esforço está concentrado em mobilizar todos os recursos disponíveis para atender a população, recuperar os serviços essenciais e restabelecer a normalidade em Maringá”, afirmou o prefeito Silvio Barros.
Alep anuncia R$ 5 milhões para recuperação
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) vai repassar R$ 5 milhões a Maringá para ajudar na recuperação dos danos provocados pelo temporal.
O anúncio foi feito após articulação dos deputados estaduais Maria Victoria, Delegado Jacovós, Do Carmo, Adriano José e Evandro Araújo, do futuro deputado estadual Ulisses Maia e do presidente da Alep, Alexandre Curi.
O deputado federal Ricardo Barros também trabalha na articulação de novos apoios ao município.
Gabinete reúne órgãos para coordenar ações
Para organizar os trabalhos, a Prefeitura instalou o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que reúne representantes do Corpo de Bombeiros, Defesas Civis municipal e estadual, Polícias Militar e Civil, Guarda Municipal, Samu, Copel, Sanepar, prefeituras da região e voluntários.
Em reunião realizada nesta segunda-feira, foram alinhadas as ações e definidas as prioridades de atendimento. Participaram também o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, e o coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Ivan Ricardo Fernandes.
Situação dos serviços em Maringá
O balanço divulgado pela Prefeitura, com dados atualizados até as 16h30 desta segunda-feira, apontava os seguintes cenários:
Energia elétrica
A Copel mantinha cerca de 300 profissionais trabalhando na recuperação da rede. Aproximadamente 29% de Maringá ainda estava sem energia elétrica.
Abastecimento de água
Algumas regiões poderiam enfrentar falta de água ou baixa pressão. A Sanepar trabalhava para normalizar o fornecimento até a madrugada de terça-feira (3).
Trânsito
A Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira estava alagada e interditada nos dois sentidos. Diversos semáforos também estavam apagados devido à falta de energia.
A orientação aos motoristas é reduzir a velocidade, respeitar a sinalização e não tentar atravessar pontos interditados.
Saúde
A rede de urgência e emergência funcionava com apoio de geradores e hospitais parceiros. A Prefeitura trabalhava para garantir combustível aos equipamentos e manter o funcionamento da UPA Zona Norte.
A 15ª Regional de Saúde organizou vagas de retaguarda em Umuarama, Cianorte, Paranavaí e Campo Mourão, caso seja necessária a transferência de pacientes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também ofereceu apoio do Ministério da Saúde, incluindo a possibilidade de envio da Força Nacional do SUS.
Escolas municipais
As atividades estavam suspensas nas unidades que registraram danos provocados pelo vendaval: Escolas Municipais Odete Alcântara Rosa, Pioneira Mariana Viana Dias e Ruy Alvino, além do CMEI Dorcelina Folador.
Segundo o balanço municipal, as demais escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) continuavam com atendimento normal naquele momento.
A Prefeitura informou que os trabalhos de recuperação e avaliação dos danos seguem em andamento, com atuação integrada entre equipes municipais, regionais e estaduais.
Postado em 02/11/2026