Cooperativas do Paraná projetam faturamento de R$ 500 bilhões até 2032 e reforçam parceria com a Copel
Cooperativas do Paraná projetam faturamento de R$ 500 bilhões até 2032 e reforçam parceria com a Copel
Expansão da agroindustrialização deverá aumentar a demanda por energia; setor prevê crescimento de aproximadamente 33% no consumo até 2032
As cooperativas do Paraná projetam dobrar o faturamento nos próximos anos, passando dos atuais cerca de R$ 250 bilhões para R$ 500 bilhões até 2032. A expectativa está ligada principalmente à expansão da agroindustrialização e aos novos investimentos previstos no campo.
O plano de crescimento do cooperativismo paranaense foi apresentado nesta quinta-feira (24), em Curitiba, pelo presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, durante encontro com diretores e superintendentes da Copel.
Segundo Ricken, para sustentar esse crescimento será necessário avançar em áreas consideradas estratégicas, entre elas logística, conectividade e, principalmente, infraestrutura energética.
A Ocepar também reforçou a parceria com a Copel para buscar soluções que acompanhem o desenvolvimento do agronegócio no interior do Estado.
Nos últimos anos, as duas instituições ampliaram o diálogo com cooperativas e produtores rurais. Entre as iniciativas estão o Copel Agro, fóruns regionais e ações destinadas ao fortalecimento da rede elétrica em regiões de grande produção.
Um dos pontos considerados importantes para os próximos anos é a ampliação do acesso à rede trifásica no meio rural, além da capacidade de fornecimento de energia para atender novos investimentos agroindustriais.
“Queremos construir soluções em conjunto com a Copel e avançar nos temas que são importantes para o campo e para o Paraná”, afirmou Ricken.
Cooperativas têm forte participação no agro paranaense
Atualmente, o sistema cooperativista reúne 255 cooperativas no Paraná. Elas respondem por aproximadamente 65% da produção estadual de grãos e 45% da produção de carnes e lácteos, segundo os dados apresentados pela Ocepar.
A agroindustrialização ganhou espaço nas últimas décadas e hoje representa parcela significativa das receitas. Quase metade do faturamento das cooperativas agropecuárias é gerada por mais de 161 agroindústrias instaladas no Estado.
Esse movimento também aumenta a necessidade de energia elétrica. As 20 cooperativas mais agroindustrializadas do Paraná consomem atualmente cerca de 2,3 mil GWh por ano. A projeção é de que esse volume cresça aproximadamente 33% até 2032.
Para o presidente da Copel, Daniel Slaviero, acompanhar os investimentos e as necessidades do agronegócio é importante para o planejamento da infraestrutura elétrica.
“O cooperativismo é uma das grandes forças econômicas do Paraná. Ouvir quem produz, investe e gera oportunidades em todas as regiões do Estado nos ajuda a planejar melhor a infraestrutura necessária para acompanhar esse avanço”, destacou.
Ricken afirmou que a disponibilidade e a qualidade da energia serão fundamentais para que os investimentos planejados pelas cooperativas possam avançar.
“Energia de qualidade gera oportunidade, mais renda e desenvolvimento econômico e social para o Paraná. Por isso, ter essa parceria com a Copel é tão fundamental”, concluiu.
Postado em 24/09/2026 - Por Assessoria