Congresso internacional reúne especialistas em Maringá para debater segurança no trânsito
Congresso internacional reúne especialistas em Maringá para debater segurança no trânsito
Evento realizado na UEM discutiu prevenção de acidentes, preservação de vidas e desenvolvimento de políticas públicas para tornar o trânsito mais seguro
Maringá recebeu nesta quinta-feira (24) o II Congresso Internacional de Segurança e Saúde no Trânsito (II CISSTRAN). O encontro reuniu profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores públicos para discutir medidas de prevenção de acidentes e estratégias para reduzir mortes e feridos no trânsito.
O congresso foi realizado no Auditório da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e contou com apoio da Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Durante a programação, especialistas abordaram os desafios enfrentados pelas cidades na gestão do trânsito e a necessidade de integrar diferentes setores na busca por soluções.
Trânsito também é questão de saúde pública
As discussões reuniram áreas como mobilidade urbana, saúde, segurança pública, educação e pesquisa, reforçando que os acidentes de trânsito não devem ser tratados apenas como uma questão de fiscalização, mas também de prevenção e saúde pública.
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, destacou a importância da participação da sociedade e das instituições na construção de um trânsito mais seguro. Segundo ele, a troca de experiências pode contribuir para desenvolver ações de conscientização e estimular comportamentos responsáveis.
O estudante de Enfermagem da UEM Matheus Henrique também ressaltou que o trabalho na área da saúde não deve se limitar ao atendimento das vítimas após os acidentes. A prevenção, segundo ele, é fundamental para reduzir ocorrências e preservar vidas.
Pesquisas podem ajudar na criação de políticas públicas
O congresso também abriu espaço para a apresentação de pesquisas científicas e experiências desenvolvidas na área de segurança viária.
A proposta é aproximar o conhecimento produzido dentro das universidades da realidade enfrentada diariamente por profissionais e gestores públicos, contribuindo para aprimorar políticas de prevenção e atendimento às vítimas.
Para a professora Débora Moura, do Departamento de Enfermagem da UEM e coordenadora do evento, a integração entre pesquisadores, estudantes e profissionais fortalece a busca por soluções para um trânsito mais seguro e humanizado.
O II CISSTRAN reforçou ainda a importância da educação, fiscalização, planejamento urbano e conscientização dos motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres como estratégias complementares para reduzir a violência no trânsito.
Postado em 27/09/2026 - Foto: Divulgação/PMM