PF pede mais prazo para investigar filho de Lula e lobista
PF pede mais prazo para investigar filho de Lula e lobista
Polícia Federal quer aprofundar análise de movimentações financeiras, vínculos empresariais e viagens; defesa de Lulinha critica ampliação das diligências.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo para concluir duas investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a lobista Roberta Luchsinger.
Os pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator dos dois inquéritos. Segundo informações divulgadas em 21 de outubro de 2026, o prazo inicial de 60 dias terminou, mas ainda há diligências pendentes.
As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência e possível intermediação de negócios com o poder público. Os investigados negam irregularidades.
PF quer ampliar levantamento de informações
Entre as diligências que a Polícia Federal pretende aprofundar estão a análise de movimentações financeiras, o levantamento de vínculos societários e a obtenção de registros de agendas e reuniões dos investigados com órgãos públicos.
A corporação também busca informações sobre viagens realizadas por Lulinha, Roberta Luchsinger e outros envolvidos, tanto no Brasil quanto no exterior.
Segundo a investigação, a prorrogação é necessária para concluir as medidas pendentes e reunir elementos que permitam uma análise mais completa dos fatos.
Além dos dois inquéritos sob relatoria de André Mendonça, existe uma terceira apuração envolvendo os nomes de Lulinha e Roberta Luchsinger, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino.
Defesa de Lulinha contesta investigação
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva criticou a ampliação das diligências e classificou as medidas como fishing expedition, expressão usada para questionar investigações que, na avaliação dos críticos, buscam possíveis provas sem uma hipótese suficientemente delimitada.
Segundo os advogados, a suspeita inicial envolvia supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil que seriam destinados a Lulinha por intermédio da lobista.
A defesa afirma que os extratos bancários disponibilizados às autoridades não registrariam transferências de Roberta Luchsinger para o filho do presidente. Com base nisso, os advogados questionam a necessidade de ampliar a apuração para incluir viagens e outros aspectos da vida dos investigados.
Os representantes jurídicos também manifestaram confiança de que o STF não autorizará medidas que consideram desproporcionais ou sem objeto definido.
As alegações fazem parte da manifestação da defesa e não representam uma conclusão judicial sobre as suspeitas investigadas.
Lobista menciona possibilidade de delação
Em entrevista à CNN, exibida em 17 de outubro, Roberta Luchsinger afirmou que pretendia firmar um acordo de delação premiada. Na ocasião, declarou que não gostaria de assumir sozinha a responsabilidade pelos fatos investigados.
A lobista também fez declarações sobre a relação de Lulinha com integrantes do governo federal. As afirmações, no entanto, não comprovam por si só as suspeitas que estão sob investigação.
Investigações seguem em andamento
A prorrogação solicitada pela Polícia Federal tem como objetivo permitir a conclusão das diligências pendentes. O andamento dos casos dependerá das decisões do STF e dos resultados das medidas investigativas.
Até que as apurações sejam concluídas, as suspeitas permanecem sob investigação, e os envolvidos têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Postado em 21/10/2026 - Fonte: Revista Oeste