Modelo cívico-militar entra em discussão nas escolas municipais de Maringá
Modelo cívico-militar entra em discussão nas escolas municipais de Maringá
A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), anunciou nesta quarta-feira (3) a realização de uma consulta pública para discutir a possível implantação do modelo cívico-militar nas 53 escolas da rede municipal de ensino. A iniciativa busca ouvir pais, responsáveis, professores, pedagogos, servidores e toda a comunidade escolar antes de qualquer decisão sobre o tema.
O anúncio foi feito pela secretária de Educação, Adriana Palmieri, durante coletiva de imprensa. Segundo ela, o debate surgiu a partir de manifestações de famílias interessadas em conhecer melhor a proposta.
“A educação se fortalece quando as famílias participam das decisões que impactam a vida escolar de seus filhos. Nosso compromisso é garantir informação, transparência e respeito às diferentes opiniões”, destacou a secretária.
De acordo com a Seduc, um dos principais motivos para discutir o modelo é o fortalecimento da segurança no ambiente escolar. Outro ponto observado é o índice de faltas dos estudantes, que pode impactar negativamente os resultados educacionais do município.
A projeção inicial da rede municipal apontava um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) próximo de 8,0. No entanto, devido ao aumento das ausências, a expectativa atual é que o indicador fique entre 7,4 e 7,7.
Segundo Adriana Palmieri, a proposta busca contribuir para um ambiente mais harmonioso e organizado.
“A escola cívico-militar vem trabalhar uma cultura de paz, de harmonia, de ambientação e, principalmente, de segurança nos espaços educativos”, explicou.
A consulta pública deverá permanecer aberta entre 21 e 30 dias. A participação ocorrerá por meio de questionários e encontros presenciais junto às comunidades escolares.
As datas, locais e canais oficiais de participação ainda serão divulgados pela Prefeitura de Maringá e pela Secretaria de Educação.
Todas as 53 escolas municipais serão incluídas no processo de escuta.
A Secretaria de Educação esclareceu que a proposta não prevê mudanças no currículo escolar nem substituição de professores ou equipes pedagógicas.
A gestão pedagógica continuará sob responsabilidade dos educadores, diretores e da própria Seduc. O modelo prevê a presença de profissionais ligados à área de segurança para atuar em questões disciplinares, organização do ambiente escolar e apoio à convivência.
O Paraná possui atualmente 345 colégios estaduais que adotam o modelo cívico-militar, formando a maior rede desse tipo no país.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação, as unidades participantes registraram aprovação de 89,3% dos pais e 90,4% dos professores.
Equipes da Seduc de Maringá também visitaram municípios paranaenses que já implantaram o modelo na rede municipal. Atualmente, sete cidades do estado utilizam o sistema municipalizado.
A Prefeitura reforça que nenhuma mudança será implementada antes da conclusão da consulta pública. Após o levantamento das opiniões da comunidade escolar, os resultados serão analisados tecnicamente.
Caso a proposta receba apoio majoritário e avance, ainda será necessário cumprir os trâmites legais previstos, incluindo possível apreciação pela Câmara Municipal de Maringá.
A administração municipal destaca que o objetivo é garantir um debate amplo, transparente e participativo sobre o futuro da educação na cidade.
Postado em 03/06/2026